Harry Potter e o toque de Prometeu

Aline Carneiro


PRLOGO: Harry Potter, aquele menino especial que tem uma cicatriz em
forma de raio no meio da testa e um inimigo mortal desde que tinha um
ano, chamado Lord Voldemort, no  mais uma criana. Tem quinze anos e
est no quinto ano em Hogwarts, estudando magia, e provavelmente isso
voc j sabe. Mas talvez voc no saiba que o ano passado foi bastante
difcil para ele, que enfrentou pessoalmente um fortssimo e ressurgido
Voldemort, o que o marcou para sempre. Ele achou que esse ano ia ser bem
difcil...

Mas para sua surpresa, estamos no comecinho da primavera e est tudo
bem! At agora, Voldemort est surpreendentemente quieto, talvez
preparando algum ataque surpresa... mas no vamos pensar nisso agora.
Hoje  dia de visita a Hogsmeade e ele vai encontrar seu padrinho
renegado, Sirius Black.



Uma Fanfiction sobre Harry Potter escrita por Aline Carneiro .
Quer saber mais sobre a autora? Clique aqui!

Se quiser mandar um e-mail para Aline, escreva para b.boop@uol.com.br

Agradecimentos Especiais a Audrey Fischer e Slvia Rodrigues pelo apoio.

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Captulo I : Sheeba



Captulo II : Recordaes



Captulo III - Tempos Negros



Captulo IV - A Sala de Estudos



Captulo V - A Vestimenta



Captulo VI - Sirius Desaparata



Captulo VII - Londres - So Petersburgo - Londres



Captulo VIII - A Visita



Captulo IX - O Olho de Tigre  



Captulo X - A Porta Verde



Captulo XI - Snape Desaparece  



Captulo XII - Ratos!



Captulo XIII - A Motocachorro



Captulo XIV - Como Joo e Maria



Captulo XV - Os Dois Snapes



Captulo XVI - Na Fenda dos Grgulas



Captulo XVII - Grard Gamagliel



Captulo XVIII - Por um Julgamento Justo



Captulo XIX - De Volta a Hogwarts



Esta fan fiction j est completa. Sua continuao, da mesma autora, se
chama Harry Potter e o Fogo Sagrado

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Lago

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* Ttulo da Pgina: Poteriana - Potterfics *
Transcrita em 23/9/2001





CAPTULO 1 - SHEEBA

Harry abriu os olhos, era a manh do passeio para Hogsmeade.
Era o primeiro dia da primavera. Mentalmente recapitulou as instrues
que Sirius lhe enviara pela ltima coruja. Deveria levar uma coleira ao
passeio, e com ela fingir passear com Sirius em forma canina. Seria a
nica oportunidade este ano de estar com seu padrinho. Sirius estava
totalmente empenhado em capturar Rabicho com vida e assim livrar-se da
condenao que o transforamara em um  bruxo renegado quatorze anos
antes. No deixava de ser engraado que para tomar uma cerveja
amanteigada com seu padrinho este necessitasse estar disfarado   como
um imenso co, mas Harry Potter j estava acostumado com essas coisas,
afinal desde que entrara em Hogwarts sua vida podia ter sido tudo, menos
normal. Levantou-se e deu de cara com Rony, que disse animado: 

           - Ento, pronto para encontrar Almofadinhas?

           - Claro. 

Encontraram Hermione no salo comunal de Grifnria, e ela j
trazia escondida em sua mochila a coleira de Bichento, seu gato,
devidamente aumentada por um feitio. Parecia bastante animada neste
dia:

- Acho que nunca fiz um feitio de aumento to rpido e bem
feito! Espero que a coleira no incomode almofadinhas. 

- Oh! S ela sabe fazer feitios de aumento - disse Rony
irritado - ... A grande senhora sabe tudo e seu gato psicopata.

- Se no fosse meu gato talvez voc estivesse andando com um
animago dentro do bolso at hoje.

- Ser possivel que vocs no conseguem para de brigar? -
Harry irritou-se.   No ltimo ano as picuinhas de Rony e Hermione haviam
aumentado depois que ela comeou a receber corujas regulares de Victor
Krum, capito do time de Quadribol profissional da Bulgria e admirador
confesso de Hermione.

Cerca de meia hora depois chegaram ao lugar combinado. Um
grande co apareceu e os levou para trs das rvores. L transformou-se
em Sirius. Estava com uma aparncia bem diferente da ltima vez que
Harry o vira, e surpreendentemente usava roupas de trouxa, mas no
exatamente roupas comuns. Seu cabelo estava curto, seu rosto menos magro
que da ltima vez que o vira. Usava uma jaqueta de couro preta   bem
surrada, com um grande co desenhado nas costas, uma camiseta preta
comum e uma cala surrda e resgada que um dia havia sido preta.

- Tenho andado assim entre os trouxas para no chamar
ateno. Perdemos Voldemort novamente, ele mandou Rabicho para Londres,
onde escondido nos tneis do velho metr, estaria se encontrando com um
seguidor  de Voldemort, provavelmente o renegado Karkaroff, que tambm
foi visto por l... Se conseguir apanhar os dois, ou um deles, tenho uma
chance de limpar meu nome.   Lupin me espera l para tentarmos
surpreend-los. - Como sempre, Sirius parecia preocupado, mas em seguida
abriu os braos e perguntou:

           - Ento, Harry, Rony e Hermione, pareo um trouxa?

- Parece um cantor de Rock. - disse Harry, contendo o riso
diante do guarda roupa extravagante do padrinho. 

           - Ou um motoqueiro. -   completou Hermione rindo. 

Harry imaginou a cara de Tia Petnia diante de algum usando
roupas parecidas com aquelas e riu para si mesmo.

- Eu costumava usar isso quando tinha minha moto. - suspirou
Sirius - Pena que ela esteja confiscada.

Harry conhecia a histria da motocicleta voadora gigantesca
que Sirius usava quando era o melhor amigo dos seus pais. Antes que se
sentisse triste props que rumassem para Hogsmeade. Sirius
transformou-se num co gigantesco e Hermione ps nele a coleira que
Harry segurou, preocupado em lembr-los a histria combinada:

           - Se perguntarem...

- J sabemos. -   disse Rony, com uma cara impaciente - este
co pertence a Dumbledore e o levamos para tomar cerveja amanteigada...
S mesmo um co que pertencesse a Dumbledore tomaria cerveja
amanteigada, no  mesmo?

Voltaram em direo a Hogsmeade e foram direto ao "Trs
Vassouras" onde sentaram em uma mesa no canto. Madame Rosmerta no
gostou muito da presena do co, mas ao dizerem que pertencia a
Dumbledore, a proprietria do bar pareceu aceitar melhor a presena do
bicho.  Harry derramou uma garrafa de cerveja amanteigada num prato e
Sirius comeou a lamb-la com muita satisfao.

Alguns minutos mais tarde entrou no bar uma bruxa e
instantaneamente um silncio mortal abateu-se sobre o salo. Harry achou
que j tinha visto-a em algum lugar. Era uma mulher de estatura mediana,
muito bonita. Tinha cabelos negros muito longos e olhos muito negros,
com pestanas espessas lhe aveludando o olhar. Era branca como a neve e
tinha no meio da testa um sinal, o que logo chamou ateno de Harry.No
era uma cicatriz, como a sua, parecia mais um sinal de nascena, negro,
em forma de foice. Tambm no usava veste de bruxa comum, mas um corpete
muito apertado (Harry nunca havia visto uma mulher com uma cintura to
fina), sobre uma camisa de mangas compridas de um azul cobalto escuro e
brilhante, calas compridas pretas como o corpete, botas de saltos
altssimos e luvas de couro tambm pretas e uma capa, do mesmo azul por
dentro e negra por fora,   com um capuz, que trazia descido s suas
costas. Conforme avanava para dentro do salo, as pessoas iam
afastando-se dela, como se no   quisessem toc-la. 

Ao V-la, Sirius engasgou-se e encolheu-se atrs de Harry.
Parecia que no queria ser visto pela mulher, mesmo em sua forma canina.
Ela tocou a sineta no balco, e o som morreu no ar. 

- Rosmerta! -   disse sorrindo sem se incomodar com o
silncio sepulcral a sua volta -  Eu gostaria de tomar meu caf da
manh, voc sabe o meu pedido. Vou sentar ali.

Para surpresa de Harry, Hermione e Rony, a mulher apontou
diretamente para sua mesa. Ela pareceu notar o medo no ar, com uma
expresso de estranhamento:

-Podem ficar tranquilos - completou, mostrando as costas das
mos enluvadas -   No pretendo prever a morte de ningum neste salo. 

Rapidamente tudo pareceu voltar ao normal, tudo menos Sirius,
que agitava-se muito, mas sem sair do lugar.   A mulher abaixou-se ao
seu lado, sem temer o rosnado e os dentes que Sirius lhe mostrava e
disse bem baixo:

- No se preocupe, Almofadinhas. Eu sei que voc  inocente.
- disse e abriu um lindo sorriso, passando a mo na cabea dele como se
fosse um cozinho de estimao, o que deixou todos na mesa, inclusive
Sirius, completamente atnitos. Levantou-se e disse: 

- Harry Potter. Eu lhe peguei no colo. Posso me sentar? - E
antes que qualquer um dos trs protestasse, puxou uma cadeira e
sentou-se de pernas cruzadas sobre a cadeira, olhando de um para o outro
sorridente, sem se incomodar com seu espanto. Hermione sentiu uma onda
de raiva e protestou:

           - Quem voc pensa que  para sentar assim na nossa mesa?

- Calma - disse a mulher tocando de leve os dedos de Hermione
-   ...Hermione Granger, , temos mais em comum do que pode parecer. Eu
tambm nasci trouxa e fui monitora chefe em Hogwarts.

           - Mas eu no sou...

- No  ainda, querida - a mulher e sorriu, j tocando na mo
de Rony, antes que este pudesse retir-la do seu alcance:

- Rony Weasley. O quinto em seis filhos...Um futuro muito
melhor que o passado te aguarda. Voc vai ser o maior de sua famlia,
maior at que seu pai, que vai ser ministro da magia. E vai fazer um
timo casamento. - Disse isso e deu uma piscada marota na direo de
Hermione.

Rony e Hermione coraram embaraados como pimentes. A mulher
parou de sorrir e olhou para Harry. Ele engoliu em seco, certo que teria
uma srie de previses sombrias pela frente. Neste instante o pedido da
mulher chegou: Licor de sangue de Drago e um estranho sanduche de
folhas negras. Distraidamente acabou tocando a mo da dona do bar, que
estremeceu ligeiramente:

- Rosmerta, no tenha medo de mim: tenho uma coisa boa para
te dizer: prepare-se para aumetar o seu bar.Voc vai ser a prxima
ganhadora da loteria dos bruxos.

           - Mas eu nem jogo. 

           A mulher ficou sria: 

- Vai aparecer aqui dentro de trs dias um mascate magro,
desdentado e careca vendendo coisas, entre elas   um bilhete da loteria
branco e verde. Compre-o. No deixe sua sorte para quem no a merece. Se
voc no compr-lo, um bruxo, amante das artes das trevas, o comprar.

Rosmerta saiu e foi refugiar-se atrs do balco, mesmo sendo
boa, a previso da mulher a assustou. Ela voltou seu olhar de novo para
Harry.

- Harry Potter. Nunca te disseram que alm de um padrinho,
voc tambm tinha uma madrinha?

O queixo de Harry caiu. Agora sabia. A mulher estava ao lado
de sua me na foto do casamento dos seus pais. Ele no a reconhecera
porque ela era ento realmente era diferente, assim como Sirius. A sua
cabeleira na foto estava cortada e uma franja escondia o sinal em forma
de foice

- Meu nome  Sheeba Amapoulos, e eu sou sua madrinha. No se
assuste, no vim para prever sua morte, deixo estas previses idiotas
para Sibila Trelawey - disse e sorriu - Eu fui a melhor amiga de sua
me, assim como Sirius Black foi o melhor amigo de seu pai. Infelizmente
eu previ, mas no pude evitar sua morte, mas tambm previ e disse isso a
ela, que voc livraria o mundo de Lord Voldemort.

Uma srie da cabeas voltou-se para a mulher, olhando-a com
censura. Como Sirius, ela tambm no temia Lord Voldemort, e no se
incomodava em pronunciar seu nome.

- Harry, eu tenho muitas coisas para te contar, preciso
explicar para voc porque voc nunca soube da minha existncia, mas
primeiro preciso acertar algumas coisas com... com ele. -   Disse e
apontou o co que ganiu e em segida rosnou para ela. Ela sorriu e disse:

- Estou acostumada com este tipo de manifestao, ces
detestam quem tem o toque de Prometeu. -   Tranquilamente comeou a
comer o sanduche de folhas, e bebericar o licor vermelho e fumegante.

- Sabe Harry, estas folhas s nascem nas Florestas Negras da
Morvia, so o alimento preferido dos unicrnios. Crescem debaixo de
gelo e tem mais nutrientes que qualquer outro alimento. Certa vez eu
fiquei dias sem comer mais nada, apenas me alimentando delas e acredite,
no senti nem um pouco de fome.Voc deveria experimentar...

Hermione parecia curiosa, interrompeu-a com olhar
inquiridor:

- Como voc pode prever o futuro? Sempre fui informada que
esse era um campo bastante impreciso da magia...

- E . Provavelmente sua genial professora de advinhao...
eu sei, no seu caso ex-professora, Mione. Posso te chamar de Mione? Bem,
como eu ia dizendo, provavelmente Sibila explicou a vocs que isto  uma
questo de dom... existem vrios tipos de dons premonitrios, uns mais e
outros menos precisos, uns com maior ou menor alcance. Compreenda que o
Tempo, Mione,  algo muito sutil... Quando o futuro deixa de ser
presente? Ningum sabe. Algumas mentes, e isso nada tem a ver com
inteligncia, podem enxergar o futuro e o passado ao mesmo tempo que
vem o presente. E no pensem - disse olhando diretamente para Rony -
que isso  uma bno. Vocs viram minha popularidade quando eu entrei
aqui...

           - E que tipos de dons so esses? Nunca li nada a respeito...

- Hermione, existem algumas pessoas que no vem o futuro,
mas do qual  impossvel esconder qualquer coisa que se tenha feito no
passado. So os farejadores da verdade. Ao olhar nos seus olhos, e
somente assim o farejador v se voc est ou no mentindo, e tambm
exatamente o que est escondendo.  como ter um frasco de veritasserum
sempre  mo...Muitos bruxos e at mesmo trouxas tm esse dom.
Infelizmente, os bruxos das trevas descobriram que os farejadores podem
ser parados se seus olhos forem furados. Conheci muitos que perderam o
dom desta forma...

- Existem alguns capazes de dizer o que ningum seria capaz
sobre eventos futuros, notadamente tragdias. Mas suas premonies
muitas vezes no so levadas a srio, e inmeras vezes so completamnete
inacreditveis, pois estes no vem o futuro comum, apenas o
extaordinrio. Estes, tem o Toque de Cassandra. - Sorriu maliciosamente
- Sibila Trelawney daria a vida para ter o Toque de Cassandra.

- Existem ainda os fatalistas. Ao olhar para uma pessoa, o
fatalista sabe sem dvida que dia, hora e lugar a pessoa vai morrer, o
que voc pode imaginar, no  muito agradvel. A maioria dos que eu
conheci est no Hospital St. Mungos... este dom enlouquece qualquer um. 

- Alm destes e outros dons premonitrios, qualquer um pode
receber  o "Sopro das Parcas"

so premonies que saem sozinhas da teia do tempo, e sabe-se l porque
podem acometer a qualquer pessoa. No  um dom treinvel. E Harry, voc
deve lembrar de j ter visto um sopro das parcas, correto? A professora
Trelawney h dois anos previu o encontro de ... enfim, voc sabe o que
ela previu, no  mesmo?

- E existe o Toque de Prometeu. Para aqueles com o Toque de
Prometeu, a vida no  nada fcil. Premonies de futuro e vises do
passado convivem dolorosamente diante dos nossos olhos. Basta tocarmos
uma pessoa ou objeto para sabermos coisas sobre eles, nem sempre tudo,
claro, s vezes mais, s vezes menos,   mas nunca nada.  impossvel
parar totalmente o Toque, mas podemos evit-lo em parte protegendo-se
com um feitio de confuso ou, no caso do vidente, filtr-lo escondendo
as mos sob tecidos devidamente conjurados. Isso torna mais fcil o
convvio com a maldio. Estas luvas que uso, disse mostrando as mos,
me possibilitam fazer apenas previses boas. Isto poupa inmeros
aborrecimentos

- Eu estou aqui a servio do ministrio da Magia - mostrou um
distintivo da polcia do ministrio -   fui designada para a proteo do
povoado e de Hoghwarts e auxilio dos Aurors para prever a chegada de
qualquer fora maligna. Vou lev-los a minha casa agora, pois temos
muito que conversar. E no adianta este a tentar fugir de mim.

Harry olhou em dvida para Sirius. O co, resignado, acenou a
cabea em assentimento. Harry estava extremamente curioso para saber o
que havia de errado para seus padrinhos parecerem to hostis entre si.

Foram andando pelo povoado e chegaram diante de uma casa, bem
em frente a suposta casa mal assombrada da aldeia, sem portas e  com
janelas totalmente gradeadas, lembrando um caixote muito feio e sem
estilo, ao contrrio de todas as casas do lugar. Engraado que Harry j
estivera em Hogsmeade inmeras vezes e nunca vira aquela casa. Sirius
estava quieto e parecia contrariado, mas seguia com eles. 

- Esta  minha casa! - Sheeba disse radiante, como se
apresentasse um palacete -   Eu no consigo morar em outra, portanto,
carrego esta em todo lugar,  o nico lugar no mundo, tirando Hoghwarts,
onde eu me sinto realmente  vontade... - como ela carregava a casa, no
explicou.- E s h um meio de entrar em nela. -  disse e mostrou
chaveiro com uma pequena porta pendurada de um lado, e uma chave do
outro -   Atravs desta chave. Dem-se as mos. Harry, segure bem o co,
vamos entrar. - Disse e girou a chave na pequena porta e em um segundo
estavam dentro da casa.

A parte interior da casa era completamente diferente da parte
de fora. As janelas eram janeles sem grades, e a casa parecia muito
maior , o que era muito comum em casas de bruxas. Tinha uma sala imensa,
sem nenhuma moblia e num canto uma piscina redonda pequena sob um teto
solar, havia tambm uma escada que subia para um jirau e dava acesso ao
segundo piso, e algumas portas que provavelmente levavam a outros
cmodos. A paisagem vista pela janela era diferente da paisagem de
Hogsmeade, havia uma praia na frente e outra atrs, o cu que aparecia
sobre o teto solar estava limpssimo, com um sol de vero digno dos
trpicos.

- Uau! - disse Rony - Uma casa com paisagem conjurada! Minha
me sempre quis uma destas! - Sheeba riu:

- A direita, o Mar Egeu,  esquerda, o Caribe. O sol  do
marrocos. Esta casa foi construda pelo maior arquiteto bruxo em
atividade! Eu descobri o paradeiro de sua filha mais nova que fugiu de
casa para casar-se com um trouxa. Ela se limpa sozinha e eu posso
escolher a moblia conforme meu estado de esprito. "Bauhaus!" - Ela
disse surgiu uma moblia moderna, totalmente em tons de azul e amarelo.
As paredes brancas tornaram-se amarelas e o cho se cobriu de um piso
amarelo canrio- Essa  minha decorao favorita.

A casa era confortvel e de temperatura muito agradvel.
Sheeba tocou a si mesma com a varinha e sua roupa transfigurou-se numa
veste longa azul cobalto, em seus ps apareciam agora pantufas azuis com
caras de coelhinhos. Um elfo domstico apareceu eufrico pela casa: 

- Senhorita Sheeba, Senhorita Sheeba! Deseja alguma coisa?
gua, folhas da morvia, licor de sangue de drago????  Limonada rosada
para convidados de Senhorita?  Um osso para co de meia tonelada? D uma
tarefa para seu pequeno Smiley... por favor.

- Tenho uma tarefa para voc, Smiley: v la para dentro e
descanse por duas horas. No me volte aqui antes disso. 

- Smiley no aguenta mais descansar - o elfo foi resmungando
se refugiar na cozinha - Essa casa que se arruma sozinha no serve para
um elfo domstico.

           Sheeba suspirou:

- Meu elfo domstico no  um escravo, ganhei-o de presente e
no quero libert-lo pois sei que ele acabaria nas mos de algum mestre
menos generoso que eu... viu Hermione, como temos coisas em comum?

Hermione olhou triunfante para Harry e Rony, que imaginaram
que  a seguir, provavelmente ela convidaria Sheeba para sua sociedade de
libertao de elfos domsticos. Mas Sheeba no perdeu tempo com isso,
simplesmente parou no meio da sala, encarando o grande co:

- Sirius Black, revele-se. -   Sheeba olhou seriamente para o
co que imediatamente transformou-se em Sirius, Sheeba pareceu conter um
suspiro de emoo quando o padrinho de Harry apareceu em sua frente, os
olhos negros dele a encaravam com uma expresso severa.

Ficaram um segundo em silncio, um de frente para o outro,
cada um num canto da sala. Sheeba segurava sua varinha na mo direita, e
parecia at que iam duelar, com a diferena que Sirius estava totalmente
desarmado.Nem Harry, Rony ou Hermione esperavam o que veio a seguir.
Ambos comearam a falar , e era muito difcil entender o que discutiam,
pois falavam praticamente ao mesmo tempo, um interrompendo o outro,
asperamente.  Sheeba olhava Sirius com fria e batia a varinha contra a
mo esquerda impaciente, a medida que ia fazendo isso, uma nvoa negra
ia saindo da ponta da varinha vagarosamente, indo condensar-se sobre sua
cabea, em alguns minutos, Sheeba tinha acima de si uma ameaadora
miniatura de nuvem de tempestade que  lanava pequenos raios no ar.
Harry, Rony e Hermione conseguiam distinguir da violenta discusso
coisas como :

- COMO VOC TEM CORAGEM DE DIZER QUE NO TE AJUDEI??? EU
ESPEREI VOC POR QUATORZE ANOS!! 

- SE VOC TINHA CERTEZA DA MINHA INOCNCIA PORQUE NO ME
PROCUROU, SHEEBA, VOC TEM IDIA DO QUE SO DOZE ANOS EM AZKABAN?

-O QUE VOC QUERIA QUE EU FIZESSE? EU DISSE QUE VOC ERA O
NICO QUE PODIA SER O FIEL DO SEGREDO E VOC NO ME ESCUTOU! ISSO FOI
UMA VERDADEIRA TRAIO!

-EU NO TRA NINGUM! FOI RABICHO! VOC SABE DISSO, LEMBRA?
VOC  A SENHORA SABE TUDO, LEMBRA?

- DE ONDE VOC TEVE ESTA IDIA ESTPIDA DE CONFIAR EM
RABICHO???

           - ELE ERA MEU AMIGO! VOC NUNCA ME ADVERTIU SOBRE ELE!!!

-EU NUNCA HAVIA TOCADO NELE, LEMBRA DISSO, SR SIRIUS
ARROGANTE BLACK? NO DAVA PARA DESCONFIAR DE ALGUM QUE TINHA TANTO MEDO
DE MIM???

           -NO ERA EU QUE TINHA O TOQUE DE PROMETEU, LEMBRA?

           -PORQUE VOC NO ME PROCUROU QUANDO ELE APARECEU?

- VOC HAVIA DESAPARECIDO NA HORA ESSENCIAL, LEMBRA? SEGUINDO
A PISTA DAQUELE MALDITO SNAPE! NEM ME AVISOU ONDE ESTAVA!

Conforme a discusso ia ficando violenta, a nuvem sobre
Sheeba ia adensando-se, at que ela gritou: 

- Eu no pude fazer nada! -   E explodiu em lgrimas, quase
ao mesmo tempo que a nuvem sobre a sua cabea despejou uma intensa
mini-tempestade sobre ela. Troves ecoavam pela sala e uma grande poa
d'gua se formava aos ps da bruxa, agora totalmente molhada. Sirius
suspirou profundamente e parou por uns instantes a um passo de Sheeba,
em silncio, ento pediu a Harry:

- Harry, me empreste sua varinha.- Harry passou a varinha a
Sirius que apontou-a para a nuvem e disse - Flora!  - .No mesmo instante
a nuvem se transformou em uma nuvem azul da qual caam camlias enormes,
tambm azuis. Sirius olhava Sheeba em silncio, Harry, Rony e Hermione
se olhavam intrigados.   As vestes e os cabelos dela secaram em menos de
um segundo.

-Eu no esqueci suas flores favoritas - Sirius disse,
aproximando-se de Sheeba - se soubesse que durante todo tempo em Azkaban
voc sabia que eu era inocente, teria tido pelo menos um pensamento
feliz para enganar os dementadores.

Para a supresa de Harry, Rony e Hermione, Sheeba atirou os
braos em volta do pescoo de Sirius e os dois se beijaram
apaixonadamente. Rony tapou uma risada com a mo, Harry e   Hermione
deram a ele um intenso olhar de censura. O casal que continuou se
beijando no meio da sala, at que depois do que pareceu uma eternidade
Sheeba sussurou:

           -Sirius, precisamos explicar tudo para eles...

Sirius virou-se e disse a Harry: 

- Harry, voc j conhece sua madrinha, Sheeba. Bem, eu
deveria ter lhe dito que ns ramos... somos, noivos. - O Bruxo abraou
Sheeba ternamente e murmurou - Como eu senti a sua falta...

- Porque nunca ningum me falou dela? - Harry sentia-se
contrariado por nunca ter tido sequer meno da existncia de uma
madrinha.

- Harry - Sheeba comeou - para que voc entenda porque voc
nunca me conheceu  preciso que voc saiba toda a histria de como eu me
tornei a melhor amiga de sua me, e depois, sua madrinha.  Sheeba
convidou-os a sentar-se no imenso sof que rodeava a sala, ento
sentou-se ao lado de Sirius, segurando a sua mo, e depois de um suspiro
profundo, comeou sua histria.

 

Continua...

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 1 
* Ttulo da Pgina: Poteriana - Potterfics *
Transcrita em 23/9/2001



 

CAPTULO 2 - RECORDAES

 

- Eu sou a stima filha . Meus pais, como os de Hermione e
seus avs, Harry, eram totalmente trouxas. Meu pai era grego e minha
me, egpicia. Morvamos perto do porto, em Sussex. Quando eu nasci,
todos estranharam duas coisas: minha pele muito branca e este sinal na
minha testa.

- ramos muito pobres, como sua famlia, Rony. Desde pequena,
tinha pressentimentos ao tocar nas pessoas, eram pressentimentos turvos
e imprecisos. Minha vida comeou a ser afetada por eles conforme eles
foram se tornando mais claros e corretos. Eu simplesmente tocava nas
pessoas e dizia coisas que me vinham  cabea, e que sempre eram reais.
Isso amedrontava as pessoas, aquilo que voc viu no "Trs Vassouras" me
acompanhou a vida inteira. A desconfiana dos adultos era que eu tinha
algo de mau e demonaco. Aos sete anos salvei a vida de uma menina,
muito minha amiga. Toquei-a na escola e disse: No corte caminho pelo
velho cais abandonado... Ela no levou a srio at o ltimo minuto. Na
beira do velho cais, desviou pelo lado de fora, bem a tempo de ver a
doca afundando sob uma grande onda. Isso a afastou de mim, e fez que
todos me olhassem como uma mensageira da desgraa.

- Todos menos um policial que morava perto de minha casa. No
me pergunte como, at hoje no sei, mas ele conhecia Alvo Dumbledore,
que na poca era diretor da casa de Grifnria em Hogwarts. Eram amigos,
mesmo o policial sendo trouxa. Eu conheci Dumbledore aos oito anos. Ao
me ver ele espantou-se. H mais de cem anos no nascia uma bruxa com a
marca do toque de Prometeu,   e eu, uma trouxa o possua. Certamente o
ministrio da magia acabaria me achando, mas quem me encontrou primeiro
foi   Dumbledore. Ele no precisava, mas quis testar minha habilidade:
tocou minhas mos e sorriu. Na mesma hora eu vi que um bruxo assustador
o odiava e desejava mat-lo.  Quando eu disse isso a ele sorriu e me
contou sobre Lord Voldemort, como ele estava reunindo foras e em breve
tentaria destruir e escravizar os trouxas. Antes que ele me dissesse
qualquer coisa, eu j sabia quem eu era, e de que lado estava. No ia
permitir que ningum fizesse mal a famlias como a minha. Depois disso,
Dumbledore comeou a me mandar corujas regulares. 

- No tempo certo, recebi a carta para ir a Hogwarts. Fui
considerada um investimento pelo Ministrio, e ganhei todo material de
estudo para ingressar na escola, mais uma bolsa anual de cem galees
para poder comprar o material nos anos seguintes. Meus pais nunca
entenderam direito o que eu fazia, mas como estava estudando sem
despesas para a famlia, tudo foi muito benvindo. Eu me lembro, nos
mnimos detalhes, do dia que cheguei em Hogwarts. O primeiro aluno que
conheci, ainda no expresso de Hogwarts, foi um garoto antiptico de
nariz curvo, que sabia tudo sobre mim: Severo Snape. Ele me desafiou a
prever seu futuro: eu o toquei e disse-lhe o que via: ele se
arrependeria profundamente de cada escolha errada que fizesse. Ele ento
me disse que algum de sangue trouxa jamais seria uma grande bruxa, mas
saiu de perto de mim, assustado pela previso.   

- Depois conheci uma menina adorvel, de cabelos
castanho-avermelhados e olhos verdes. Era sua me, Harry, Lilian. Ao
toc-la descobri que ela era como eu, mas muito mais especial. Havia em
torno de Llian  uma onda de bondade e carinho. Eu soube que ela seria
minha melhor amiga no mesmo minuto.

- Uma coisa que quem tem o toque de Prometeu no pode prever
 o prprio futuro. Isso me frustrou a minha vida inteira. Minha
primeira frustrao aconteceu em Hogwarts, ainda na cerimnia de
seleo. Eu tinha certeza que ia ficar em Grifnria. Era a casa de
Dumbledore, meu mentor, meu melhor amigo. Quando puseram o chapu na
minha cabea ele nem bem pousou e disse: Corvinal!. Eu fui para mesa
de Corvinal fria e triste. No meio do caminho cruzei com o garoto que
iria ser selecionado depois de mim. Ele disse: Anime-se, quem sabe no
ficamos juntos em Corvinal? Eu olhei para trs a tempo de ver o sorriso
cnico de Sirius Black antes que o chapu seletor o cobrisse. E o
detestei imediatamente. E dei graas a Deus quando ele foi selecionado
para Grifnria.

- Nem bem sentei na mesa, recebi duas luvas grossas e uma
recomendao: nunca tocar ningum sem elas. Eram as luvas refletoras,
com elas passaria seis de meus sete anos em Hogwarts com minha
clarevidncia sob controle. Achava que aquele seria o melhor dia da
minha vida, e descobri que era o pior, e piorou mais ainda quando Lilian
foi selecionada para Grifnria. Estava isolada, ao lado de uma garota
insuportvel e tagarela, fascinada por premonies: era Sibila
Trelawney, minha colega de turma  em Corvinal. Ela garantiu saber prever
o futuro, mas sem precisar nem toc-la eu sabia que na verdade, ela no
passava de uma tonta.

-Estava em profunda depresso que Dumbledore aliviou dizendo
que nem sempre Hogwarts era como espervamos do lado de fora, mas quanto
mais eu aprendesse, mais gostaria de l. Depois ele me avisou que eu
teria uma aula extra por semana com a ento professora de adivinhao,
Viviane Lake, desde o primeiro ano. Era para domar meu dom desde cedo,
para que ele no me dominasse e me fizesse sofrer da Sndrome de
Prometeu: o desespero diante do inevitvel.

- Meus primeiros dias em Hogwarts no foram menos horrveis
que o dia da seleo: Ouvia cochichos e sussuros pelos cantos. Voc
conhece bem isso, no  Harry? Ser considerado especial  um fardo
pesadssimo. Para completar, com aquelas luvas, eu parecia tudo, menos
especial. Com o nico poder mgico que eu sabia ter fora de combate, eu
parecia menos que uma trouxa: nem mesmo conseguia segurar a varinha
direito, as luvas atrapalhavam. A primeira aula de transfigurao, junto
com os alunos da sonserina, foi humilhante: eu deveria transformar minha
borracha em uma pedra. Fui a nica da turma cuja borracha no sofreu nem
uma mnima modificao. Podem imaginar o que a gangue da Sonserina fez,
no  mesmo? Virei alvo das mais horrveis piadas.

- Foi sua me, Harry, que me salvou. Eu estava um dia
deprimida, depois de mais um fracasso numa aula de feitios, acreditando
plenamente que era um trouxa completa, ou pior ainda, uma coisa que no
era nem trouxa nem bruxa. Vencida, humilhada, um fiasco. A gangue da
Sonserina, liderada por Lcio Malfoy e Severo Snape havia pego o
gostinho de me humilhar publicamente. Llian se aproximou de mim e disse
que eu tinha poderes, ou Dumbledore no me levaria para Hogwarts... Eu
duvidei disso. Nesta hora, Lcio Malfoy estava fazendo uma piada
particularmente cruel sobre o fato dos "sangue ruim" estarem se unindo.
Ento eu vi a fora de Llian: Ela virou-se e no era mais a menina doce
e boa: enfrentou Lucio Malfoy com um olhar altivo e disse: "Lucio, voc
est dizendo que somos sangue ruim porque tem medo, no  mesmo? Tem
medo de no ser grande coisa como bruxo e perder seu lugar para trouxas
como ns. Imagina se Sheeba tira as luvas e v este futuro para voc?
Voc tem medo do que ela vai prever, no  mesmo?" 

- Daquele dia em diante, Llian me ajudou. Foi com sua me
aprendi a no me lamentar por ter de usar as luvas. Ela ajudou a
descobrir dentro de mim meus talentos que nem sabia existirem: estudava
muito para encontrar cada pequena centelha de magia que pudesse brilhar
dentro de mim, e os resultados foram me animando, at que me tornei uma
das melhores alunas da casa de Corvinal.

- Fora sua me, minha melhor amiga era a Professora Viviane
Lake. Foi com ela que aprendi que nem tudo podia ser dito. Ela nunca
queria saber nada sobre seu futuro. Tinha o toque de Cassandra e fora a
primeira a prever o surgimento de Voldemort. Eu vi na primeira aula que
ela teria morte horrvel nas mos de Voldemort. Passaria os prximos
sete anos pondo pistas diante dela que ela insistiria em ignorar. Foi
Viviane Lake que me fez ver porque eu fora colocada em Corvinal: o
desafio de estar entre aqueles com quem no se tem afinidade  essencial
para manter os dons premonitrios sob controle. Se ficasse em Grifnria
no teria desafios a enfrentar, e provavelmente passaria o resto da vida
sendo medocre em tudo, menos no dom que eu j tinha pronto e pouco
teria de lapidar.

- Minha amizade com Llian era meu porto seguro: eu e ela
ramos como irms, embora muito diferentes, parecamos duas faces da
mesma moeda: Llian era boa, sincera, calma; eu era ousada, desafiadora,
explosiva. Haviam quatro garotos que nos atormentavam, mas no como a
gangue da Sonserina: Sirius Black, Remo Lupin, Pedro Pettigrew e Thiago
Potter. Sirius adorava comentar a feira de minhas luvas, provocando
minha fria. Dos quatro apenas Pedro Pettigrew parecia compartilhar do
medo que eu sentia nos outros estudantes em relao ao meu dom. Thiago,
Remo e Sirius no pareciam ter medo algum do futuro.

- No segundo ano, quando Thiago se tornou apanhador de
quadribol, as brincadeiras de Sirius comigo comearam a irritar-me
demais Foi quando eu fiz algo que no deveria. Resolvi usar meu dom de
forma clandestina nele, escondi-me atras de uma pilastra esperando que
ele passasse, vagarosamente tirei a luva esquerda. Vi quando os quatro
se aproximavam, e preparei-me para atirar-me sobre Sirius. Mas em vez de
Sirius, minha mo sem luva tocou   Remo Lupin. Escutei um uivo e vi a
silhueta inconfundvel de um lobisomem. Recuei horrorizada. Ele me olhou
assustado e fugiu de mim. Sa correndo atrs dele para dizer que
preservaria seu segredo. E foi com uma mo enluvada e a outra no que
fui surpreendida por Dumbledore. Nos olhos dele eu vi decepo e senti
enorme vergonha do que havia feito: desobedecera uma ordem que era para
meu bem para usar meu poder de forma estpida e leviana. Eu mereci o
castigo que recebi por isso.

- As luvas foram conjuradas nas minhas mos pela professora
Viviane e s eram retiradas no momento da aula de adivinhao. Fui
procurar Remo para me desculpar e encontrei Sirius, furioso. Ele disse
que o segredo de Remo poderia ser arruinado por mim, e ele seria expulso
da escola. E me disse que eu merecia ser trancada com Remo quando ele se
transformasse. Hoje penso que talvez teria sido melhor se tivesse tocado
por acidente em Pettigrew em vez de Remo, assim eu poderia descobrir
quem ele era antes de Sirius.

- Para esquecer o que fizera, resolvi procurar a Professora
Minerva e dizer que queria ser um animago registrado. Como sempre, ela
adorava alunos que se empenhavam, e me deu toda a fora e se tornou
minha mentora particular nesta tarefa - Hermione interrompeu Sheeba
neste momento:

- J sei ento de onde conhecia seu nome! Voc se transforma
em um...

No mesmo instante Sheeba se tornou um grande Tigre branco e
voltou a ser Sheeba no instante seguinte:

- Infelizmente minha vaidade me fez escolher um animal muito
pouco funcional.-Sheeba riu -  Pedi desculpas a Remo Lupin e minhas
relaes com grupo de Thiago Potter foram melhorando a partir do
terceiro ano. Menos com Sirius, que insistia em mandar piadinhas
inconvenientes sobre meu dom assim que me via. Me chamava de "Senhora
Pitonisa Sabe Tudo", o que me incomodava muitssimo. Brigvamos sempre
que nos encontrvamos. Um professor testemunhou uma discusso muito
spera entre ns, e merecidamente nos suspendeu. Iramos cumprir naquela
noite a suspenso juntos, sob o olhar atento do Zelador Filch. Teramos
de limpar os benditos trofus da sala de prmios... sem magia. Consegui
autorizao para tirar as luvas porque no queria estrag-las. Comeamos
a limpar os trofus em lados opostos do salo. Filch estava nos
perturbando quando Pirraa, o poltergeist, apareceu e carregou consigo
uma imensa taa de quadribol, Filch saiu atrs dele. Neste instante
peguei um trofu para limpar tive uma viso terrvel que me derrubou.
Quando voltei a mim, Sirius estava debruado sobre mim, escutando meu
corao. Achava que tinha morrido. 

- "O que est fazendo, idiota?" Eu perguntei. Pela primeira
vez vi   Sirius perder sua presena de esprito. Ele me perguntou o que
acontecera e eu lembrei do trofu. Apontei e disse: 'Esse trofu,  uma
mentira, foi ganho sem merecimento." Quem ser Tom Servoleo Riddle?"
Perguntou Sirius. Eu sabia e no queria esconder: "Lord Voldemort,
Sirius".

-   A partir deste dia paramos de nos hostilizar. Sem querer
toquei a mo de Sirius quando ele me socorreu e soube que ele estava
tentando ser um animago tambm, como eu, mas de forma clandestina. E
sabia que era para ajudar Remo Lupin. O tempo passou, e estava no quinto
ano quando um embaraado Severo Snape veio me convidar para o baile.
Mesmo sem saber com quem Sirius iria, disse que iria com ele. Faria
qualquer coisa para me livrar de Severo Snape. Corri imediatamente at
Llian e disse o que havia acontecido. Ela me assegurou que Sirius no
convidara ningum para o Baile, ento pedi a ela que dissesse a ele que
me convidasse. Sirius sempre teve uma habilidade de se aproximar sem ser
notado e ouvir minhas conversas com Llian.

- No sei o quanto da conversa ele tinha ouvido, s percebi
quando ouvi um riso de zombaria bem atrs de mim e uma frase "Ento a
Pitonisa precisa de minha ajuda?"... Antes que eu comeasse uma
discusso, Sirius fez uma profunda reverncia e me convidou para o Baile
de forma debochada. Levantou os olhos para mim e disse rindo: "Nem pense
em recusar, senhorita... imagine ter de danar o baile todo com aquela
cobra de nariz de gancho!"    Chegou o dia do baile e Sirius pareceu
realmente querer provocar Snape, pois no me deixou parar de danar um
nico minuto. -   Sirius a interrompeu, rindo:

- Eu havia tomado uma poo de ps inquietos e pus a mesma
poo no ponche dela escondido...queria faz-la danar comigo o baile
todo. Eu achava que era para provocar Snape, mas na verdade eu j estava
apaixonado por Sheeba desde o dia que a vi no salo da escola. O baile
acabou e continuamos por quase uma hora danando no meio dos elfos
domsticos que limpavam o salo principal, os nossos ps no podiam
parar. Ela achava isso muito idiota, danar sem msica e eu comecei a
cantar tambm, para desespero dela e dos elfos domsticos.

- E voc canta terrivelmente mal - Disse Sheeba rindo,
cobrindo o rosto -   Depois deste dia percebi que Snape e Sirius se
odiavam mais e mais. Ao mesmo tempo fui me aproximando de Sirius,
explicando a ele como era a transformao de um animago. Ele nem
desconfiava que eu sabia seus planos. Sem precisar toc-lo, eu soube
quando conseguiu, estvamos no sexto ano. Ele estava radiante. Ento eu
disse a ele que sabia de tudo sobre sua transformao em animago. Que
descobrira no dia da sala de trofus. Ele engoliu em seco e depois disso
pouco falamos no assunto. Neste ano, Sonserina e Griffnria fizeram a
partida final do campeonato de quadribol.

- Era hbito de sua me assistir os jogos apertando
dolorosamente minha mo, pois ficava nervosa, Harry. Eu estava torcendo,
como quase toda a escola, por Griffnria, e vi, junto com sua me, seu
pai capturar o pomo exatamente em cima de nossas cabeas. Sua me
apertou minha mo com fora quando Thiago Potter sorriu mostrando o pomo
na mo fechada e piscou-lhe um olho. Imediatamente eu disse a ela: "Voc
e Thiago Potter vo se casar". Llian olhou-me estarrecida: eu era sua
melhor amiga e nunca tinha me contado nada sobre o amor que sentia por
Thiago. Alm do mais eu estava usando minhas luvas refletoras! Eu sorri
e mostrei um furo minsculo no tecido da luva. Vinha colecionando
pressentimentos atravs daquele furinho. Nesta poca eu j era monitora
e no costumava mais quebrar regras  toa... Llian me perguntou
desconfiada   o  motivo e eu respondi: Eu quero saber se Sirius Black
est interessado por algum ento eu ouvi uma voz exatamente atrs de
mim. - Nesse instante Sirius interrompeu-a:

- No  preciso ter Toque de Prometeu para saber que eu quero
namorar voc, Sheeba Amapoulos. No foi exatamente isso que eu falei?

- Exatamente - respondeu Sheeba sorrindo - E desde que me
lembro, comeou naquele dia a poca mais feliz de minha vida.

 

 

Continua...

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 1 
* Ttulo da Pgina: Poteriana - Potterfics *
Transcrita em 23/9/2001



 

CAPTULO 3 - TEMPOS NEGROS

 

            Sirius continuou a narrativa de Sheeba:

- Sheeba e eu comeamos a namorar quase ao mesmo tempo que
Llian e Thiago. Demos nosso primeiro beijo exatamente no mesmo lugar
onde h dois anos atrs eu escapei de Hogwarts com Bicuo. Remo no
mudou nada, sabia que ele gostava muito de Sheeba e Llian, mas Pedro
comeou a se sentir excludo do grupo por conta dos nossos namoros. Eu e
Thiago tentamos mostrar a ele que nada mudava, mas ele dizia no confiar
em Sheeba, e nunca permitia que ela se aproximasse muito dele. Achvamos
que isso vinha da covardia dele. No fim do sexto ano, finalmente Sheeba
pode se livrar de suas benditas luvas, apenas trocando-as eventualmente
pelas luvas que s permitem bons pressentimentos. Quando me tocava...

           Sheeba continuou:

- Embora Sirius fosse parte da minha vida, o que impedia
grandes pressentimentos, quando eu o tocava sem as luvas ouvia gritos
terrveis e uma angstia sem tamanho. Eu o via sofrendo por um longo
tempo, o que me deixava de corao partido, com medo. J no desmaiava
com pressentimentos fortes, como acontecia antes. Eu via s uma coisa de
bom: Sirius estaria sempre contra Voldemort.

- Foi nessa poca que comearam os tempos negros, muitos
bruxos comearam a entrar em pnico. Surgiam boatos de mortes que depois
se confirmavam. Lord Voldemort estava prximo de atingir a fora mxima.
E os que o temiam, se recusavam at mesmo a dizer-lhe o nome. Nosso
grupo no fez isso (menos Pedro Pettigrew). Alvo Dumbledore era nosso
mentor e no tnhamos medo de Voldemort, como ele tambm no tinha.
Chegou o dia de nossa formatura em Hogwarts. Com o corao aos pulos,
escutei meu nome ser chamado para a Comisso de Futurologia do
Ministrio da Magia. Finalmente trabalharia com meus pressentimentos e
os faria teis na luta contra as foras das trevas. Sirius, Remo   e
Thiago fariam parte de uma ordem de combate aos bruxos das trevas.
Llian se especializaria nas curas de bruxos feridos nos combates. Pedro
Pettigew pediu para ir para um lugar mais distante, dizia querer se
engajar na luta contra as trevas longe dos amigos, todos acreditavam,
menos eu, que sempre desconfiei dele, mas nunca pude confirmar nada.
Severo Snape tambm desapareceu.

- Llian e Thiago se casaram dias depois de nossa formatura.
Eu e Sirius queramos fazer o mesmo, porm meu trabalho na Comisso era
exaustivo, assim como o de Sirius no combate direto. Meu trabalho era
coletar os restos de duelos e pistas de desaparecidos e descobrir o que
acontecera e para que lado ir para achar o bruxo que cometera qualquer
atrocidade... tinha um ndice de acerto de cem por cento. No fim do dia,
geralmente estava exausta. Sirius nesta poca estava longe de mim, mas
nos comunicvamos todo dia, s vezes ele aparecia em sua moto gigantesca
e me levava para passear, ambos quermos nestes momentos esquecer que
estvamos vivendo os tempos negros...

- Ento, Lord Voldemort voltou suas garras para a ordem que
Sirius, Thiago e Remo faziam parte. Llian estava grvida e chamou a mim
e a Sirius para sermos padrinhos de Harry. O dia de seu batizado foi a
ultima vez que vi sua me. Foi um dia alegre no meio dos tempos mais
difceis que vivemos: eu e Srius ficamos noivos neste dia. Resolvi
tirar minhas luvas e tocar Llian e Thiago para saber se corriam perigo.
Ao tocar seu pai eu vi que ele corria mais perigo at que Sirius. Disse
a ele que deviam se esconder o mais rpido o possvel. Ento toquei
Llian, e a vi morrendo por voc, Harry. Eu soube que no poderia evitar
sua morte a menos que   Sirius fosse o fiel do segredo do feitio que
esconderia seus pais. Ele era a nica chance e isso para mim estava bem
claro. Fiz Thiago e Llian prometerem que usariam Sirius como fiel do
segredo. Ento peguei voc no colo. Imediatamente vi uma luz verde
cortando a escurido e voc chorando. Em seguida um jorro desta mesma
luz refletindo-se e um grito de agonia. Olhei com espanto seu rosto
inocente de criana e disse, para a surpresa de todos:  Este menino,
disse a Llian, este menino  a soluo! Ele vai livrar o mundo de Lord
Voldemort!

- No me ocorreu que para isso acontecer, o feitio do
segredo teria que ser rompido e sua me deveria morrer. Eu no contava
com um elo partido na corrente. Sirius me levou para a casa e novamente
o fiz prometer que seria o fiel do segredo de seus pais.  Seis meses so
necessrios para se garantir o sucesso do feitio do segredo. Durante
esta preparao, me assegurei que Sirius fosse o fiel do segredo de
Llian e Thiago. Todos os dias me comunicava com os dois e com Sirius.
Ento, num, dia de rotina de trabalho, deparei-me com restos de um
duelo, que um dos participantes tinha se rendido. Era Severo Snape. O
outro duelista fora sem dvida Alvo Dumbledore. Voei em minha vassoura
para Hogwarts e encontrei Dumbledore so e salvo. Ento perguntei o que
eu j sabia: Porque voc perdoou Snape, Dumbledore?" Eu sabia que
Voldemort tinha designado Snape para matar Dumbledore. Dumbledore me
levou at a ala hospitalar. Snape estava deitado inconsciente, a marca
sinistra brilhando negra em seu antebrao. Eu a toquei e vi o que eu
previra anos antes: o amargor do arrependimento. Severo Snape mudara de
lado.

- Vi tambm Snape no futuro, ajudando o nosso lado  e depois
dando aula em Hogwarts... e te perseguindo pela raiva que tinha de seu
pai. Dumbledore me disse: "Sheeba, Snape acreditava que s sendo martelo
seria importante. Agora ele vai descobrir a importncia de ser a
bigorna. Enquanto estiver entre os seguidores de Voldemort fazendo
trabalho de contra espionagem para ns estar apanhando como uma
bigorna, mas seu esforo vai serenar seu corao. Aprenda isso, Sheeba.
No entendi as palavras de Dumbledore. Estava preocupada demais pensando
em Sirius e o segredo dos Potter. H dois dias no falava com ele.
Precisava voltar antes que o feitio estivesse concludo, mas uma coisa
me atrasou quase uma semana: A Professora Viviane Lake foi sequestrada
em Hogsmeade. Voldemort queria saber seu futuro.  No ficou satisfeito
com o que ouviu, pois estraalhou-a sem piedade. S encontrei-a quando
j era tarde demais. Achei que a prxima seria eu.

- Ento aconteceu. Os Potter foram mortos e voc sabe o que
aconteceu. Toda Comisso se voltou contra mim. Diziam que eu tinha
errado ao escolher Sirius como confivel. Diziam que eu deixara me
envolver pelo fato de sermos noivos. Mesmo no fundo do inferno, resolvi
fazer meu ltimo trabalho. Periciar o lugar onde Sirius havia sido
preso. Precisava saber a verdade. A primeira coisa que vi foi o dedo de
Pedro Pettigew. E ao toc-lo eu soube. Sirius era  inocente  o dono
daquele dedo estava vivo, e matara os treze trouxas em volta dele, para
culpar Sirius. Ao afirmar isto, fui demitida sumariamente e quase
considerada cmplice. Fui proibida de ver Sirius e foi Dumbledore que me
salvou de ir para Azkaban.

- Ele apresentou na comisso um dossi dizendo que estava
sobre forte abalo emocional quando fizera a percia, e que isso pode
confundir o toque de Prometeu. Entre outras coisas, argumentou que
Sirius havia sido levado pelos Dementadores para Azkaban no dia em que
seria o nosso casamento. Ao conversar comigo em particular, Dumbledore
disse que era impossvel eu provar que Wormtail estava vivo sem
mostr-lo. Ele mesmo no acreditava na culpa de Sirius, mas no sabia
como provar se ele era inocente ou no. Todo seu comportamento parecia
mostrar que ele era culpado. Alm do mais, eu nunca soubera que Wormtail
se transfigurava em rato. Voldemort se encarregara anteriormente de pr
um feitio em Wormtail, um feitio de confuso capaz de encobrir parte
do futuro ao Toque de Prometeu. Eu nunca conseguiria saber tudo sobre
Wormtail enquanto este feitio durasse. E qualquer previso que eu
fizesse teria incoerncias como se feita por uma Cassandra. 

- Dumbledore fez eu admitir que podia estar enganada. Seria
meu primeiro erro em anos, justamente com o homem que amava. O
Ministrio da Magia no me queria mais. Ento, pedi a Dumbledore que me
ajudasse, estava querendo me afastar de tudo e todos. Por incrvel que
parea, Dumbledore   me escondeu entre os trouxas. Fui trabalhar em
segredo para a polcia por intermdio do policial que fora meu vizinho,
como perita paranormal. Eu era considerada extica pelos meus colegas
trouxas: pouco usava o telefone, tinha uma coruja em minha sala, fotos
de um homem que ningum se atrevia a perguntar quem era sobre minha
mesa, enfim, uma maluca que ajudava na soluo de casos complexos.
Continuava entre os trouxas com 100% de acerto, com a vantagem de lidar
com criminosos muito menos cuidadosos que bruxos. Durante todo este
tempo eu acompanhei voc, Harry, a distncia. Me segurei para nunca
transformar aquela famlia horrvel em uma plantao de cebolas...

- Estive entre os trouxas por dez anos, quando recebi uma
coruja de Dumbledore: a polcia secreta do Ministrio precisava de
algum como eu: embora muitos me odiassem, no havia ningum capaz de
preencher a vaga. A ltima Cassandra disponvel morrera de velha, e
ningum confiava nas supostas videntes como Siblia Trelawney. Fui
contratada com o melhor salrio e status de chefe n1.   Durante todos
estes anos procurei Wormtail sem sucesso. Nunca saberia que ele ia
passar 12 anos transfigurado. Eu mal suporto ficar um dia como tigre...


- Para saber como Sirius estava, recorria a um expediente:
tocava seus objetos pessoais que ficaram comigo, principalmente a
aliana de noivado, eu sabia que pelo seu pensamento passava uma s
idia: ele sabia ser inocente. Chorava de alvio cada vez que via que
Sirius estava mantendo sua sade mental mesmo cercado de dementadores.
Uma noite acordei com o corao aos pulos: sabia que Sirius havia fugido
de Azkaban. Passei um ano esperando que ele me procurasse, quando
recebi uma coruja de Dumbledore, pedindo desculpas por ter desconfiado
de minha premonio. Ele dizia que tinha conversado com Sirius sobre mim
e ele tinha dito no querer me ver. Sirius estava magoado comigo, depois
de tudo que eu fizera. E na carta fiquei sabendo tudo que no sabia
sobre Wormtail. Mas a prudncia me fez esperar. Quando evidncias da
nova ascenso de Voldemort ficaram visveis para mim, comecei a procurar
as pistas de Wormtail e passei-as para Dumbledore. Ento quando fui
transferida para c, fiquei esperando o momento de te encontrar,
almofadinhas.

- Eu nunca me aproximei de voc, Harry, para no te causar
problemas. A ltima coisa que um menino como voc precisa  de problemas
por ter uma madrinha malvista no mundo da magia, ter um padrinho
renegado j me parecia ruim o bastante. Reconsolidei meu prestgio como
bruxa antes de procur-lo e sei que agora minha fama no te far mal. H
quase quinze anos, quando toquei em voc soube que no teria o direito
de interferir nas coisas terrveis que passaria, pois elas te fariam
mais forte, como minha excluso na casa de Corvinal fez comigo.

           Sirius olhava Sheeba srio quando disse

- Agora que voc j explicou tudo ao nosso afilhado, devolva
minha aliana.

- Primeiro, voc precisa parar de usar varinhas emprestadas.
No vou ficar noiva novamente de um bruxo que no tem sequer uma varinha
para usar... - retirou ento cuidadosamente uma varinha longa e clara da
veste -   Vejamos:  Carvalho com pelo de Unicrnio, 42 centmetros-
Sheeba imitou divertidamente o fabricante de varas Sr. Olivares . Sirius
boquiaberto perguntou:

           -Ento estava contigo todo este tempo?

- Sim, e sua moto est l na garagem. - ela riu - mas
prometa-me que s vai us-la depois que limpar seu nome. - Sirius
pareceu concordar, mas no pareceu a Harry que fosse cumprir esta
promessa.



Continua...

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 1
* Ttulo da Pgina: Harry Potter e o Toque de Prometeu *
Transcrita em 23/9/2001



Harry Potter e o Toque de Prometeu



CAPTULO 4 - A SALA DE ESTUDOS

Sirius levantou-se de um salto e disse aos garotos:

-Vocs vo ser testemunhas disso: Sheeba, me d seu anel
de noivado. - Em tom falsamente solene, comeou - Sheeba Amapoulos: voc
quer se casar comigo?

               -Claro, seu idiota, ou no te esperaria quatorze anos.

-Muito bem, acredita que em breve limparei meu nome? -
Agora Sirius falava srio. Cuidadosamente Sheeba retirou as luvas e
tocou de leve as mos de Sirius. Como resposta enlaou de novo seu
pescoo beijando-lhe.

               -Acho que isso  um sim - comentou Roni, aborrecidamente.

Sirius assumiu novamente o  tom srio com o qual  Harry se
acostumara:

-Eu gostaria que voc visse o que vai acontecer
com ele.

Sheeba deu dois passos e tocou delicadamente o rosto de
Harry. Harry fechou os olhos. As mos de sua madrinha envolveram-lhe a
face. Eram macias e estranhamente frias. Nada aconteceu. Sheeba ficou
calada. Harry abriu os olhos e deparou com os grandes olhos dela fixos
em sua cicatriz, indecifrveis.

-Harry - ela disse - h um problema. Voc est sob
feitio de confuso

               -Isso significa...

-Que eu posso prever realmente muito pouco sobre seu
futuro.

               -E o que voc v?

               -Apenas voc e o Lord das Trevas.

                       -Lutando?

                       -No. Caindo.

                       -Onde?

                       -No sei. Parece um abismo.

                       -Quando?

                       -No posso dizer ao certo. Parece que em breve.

                       -E ...eu morro?

                       -No sei.

O silncio caiu pesadamente sobre todos na sala. Todo o
clima agradvel de momentos antes se dissipara. Harry sorriu e
lentamente tirou as mos da sua madrinha de seu rosto:

Sheeba, no fique chateada, no  a primeira vez que minhas perspectivas
no so boas. Pelo menos voc no sabe se vou morrer ou no, o que me
traz de volta ao ponto de partida... agora  s eu tomar cuidado em
lugares altos.

-Harry - Sirius ps as mos em seus ombros - No
se preocupe. Voc sabe que   estarei sempre de olho em voc. Se voc
cair em um abismo eu juro que nem que seja a ltima coisa que eu faa,
eu te alcano.

-Eu sei, Sirius. Eu conheo voc... Sheeba,
importa-se se agora em diante eu fizer como Viviane Lake? Acho que no
quero saber mais nada de meu futuro. Voc ficaria chateada comigo?

-No, Harry. Eu no me importo com isso, mas uma
coisa me importa: saber quem colocou este feitio em voc.

                       -Porqu?

-Porque posso apostar que foi algum dentro de
Hogwarts. - Um brilho frio apareceu nos olhos de Sheeba. - E eu vou
descobrir quem foi.

Depois da frustrao provocada pela revelao de Sheeba,
ningum mais na sala sentia-se muito animado, exceto Smiley, que andava
para um lado e para o outro oferecendo uma bandeja cheia de comidas
exticas. Todos estavam muito desanimados para comer e a bandeja seguia
intocada. At que Sirius disse, inquieto:

-Sheeba, precisamos fazer alguma coisa hoje.
Amanh eu vou para Londres encontrar Lupin e quanto mais progredirmos
hoje, mais poderemos proteg-lo. Podemos ir falar com Dumbledore. Eu
posso ir como co.

                       -Sirius, Dumbledore no est em Hogwarts.

-Como assim no est em Hogwarts? - Rony duvidou
- Ele nunca sairia de Hogwarts no meio do ano letivo!

-Hoje ele precisou sair, e no volta antes de
dois dias.

-Como voc pode saber sem toc-lo? - Hermione
perguntou com seu habitual ar inquisidor.

Sheeba levantou-se e tirou a varinha de dentro da veste.
Aproximando-se de uma parede disse:

-Eu lhes mostro. - Tocou a parede com a varinha -
Doorperson! Acorde.

Uma porta surgiu de dentro da parede. Era uma porta de
madeira com um grande rosto esculpido em seu centro. O rosto dormia
profundamente, ressonando. Sheeba tocou-lhe o nariz com a varinha e ele
abriu os olhos sonolentos, piscando-os. Ento pareceu assustar-se e
disse, com forte sotaque alemo:

-Frau Sheepa ! Bom Dia!!! Seja benvinda a seu
sala de estutos! Quem so esses pessoas - o rosto pareceu desconfiado-
senhorrita saber regras....

-Esses so meus convidados, Doorperson! Quantas
veses eu tenho que lhe dizer...

-Para desconfiar dos outros e no da senhorrita,
eu sei, mas eles so "os outrros"!

-Eu sou o noivo dela! Vai discutir comigo? -
Sirius tinha uma expresso ameaadora

-Est bem - Suspirou o rosto de madeira -  De que
adianta meu tecnologia alem se eles no respeita as regras.... -
continuou resmungando enquanto eles paassavam pela porta.

-Tecnologia alem! - Sheeba disse enquanto
entrava na sala totalmente escura - Eu comprei essa porta de Segunda
mo, pois sim! Flama!

-Pois no, miss Sheeba - uma voz rouca respondeu
no escuro.

                       -Acenda!

                       -Luz de ambiente ou luz de estudo?

                       -Luz de estudo.

A sala iluminou-se totalmente.  Ao contrrio do que Harry
presumira, no era um cmodo estreito e apertado mas um amplo salo com
aspecto de laboratrio, nas paredes, prateleiras subiam at o teto,
repletas de vidros de diversos tamanhos, todos contendo objetos comuns.
Cada vidro tinha uma etiqueta com um nome escrito.

-Obrigada, Flama! - Ao dizer isso uma das
lmpadas do teto piscou repetidamente- Estes so meus arquivos. Cada
vidro contm um objeto que pertenceu a pessoa cujo nome est na
etiqueta. A ltima vez que eu contei, havia vinte mil peas.

-E como voc conseguiu essas coisas? - Rony
perguntou olhando desconfiado para uma faca ensangentada  dentro de um
vidro.

-Alguns so fruto dos meus dez anos de trabalho
na polcia dos trouxas, como essa faca que voc est olhando e que
pertenceu a um assassino psicopata . Eu mantenho-a aqui para o dia que
ele fugir da cadeia. Outros so coisas mandadas por parentes de bruxos
desaparecidos para que eu os encontrasse, fao isso como trabalho
freelance , tambm tenho muitos objetos dados por bruxos que desejam ser
monitorados e outros, eu simplesmente roubei de pessoas que eu precisava
monitorar.

Hermione olhou-a como se ela tivesse dito alguma
atrocidade. Harry ento entendeu a presena de um frasco contendo um
anel de cobra cuja a etiqueta dizia Severo Snape.

-Alvo Dumbledore! - Disse Sheeba e imediatamente
um frasco contendo uma grande pena de escrever vermelha e dourada (pena
de fnix, pensou Harry) saiu voando de uma das prateleiras, pousando
suavemente nas mos de Sheeba, que abriu-o e retirou a pena.  Ela foi
andando at uma bancada onde havia uma espcie de pedra que Harry
reconheceu de imediato: Um pensieve. Dumbledore tinha um em sua sala.
Sheeba segurou a pena com a mo esquerda e com a varinha na mo direita
tocou o pensieve.

-Onde est Alvo Dumbledore? - Sheeba perguntou e
automaticamente o pensieve se agitou e mostrou uma sala com uma grande
mesa redonda onde Dumbledore estava sentado em reunio com muitos
bruxos. Entre eles Harry pode ver o auror Moody Mad Eye e, para sua
surpresa, seu ex-professor Remo Lupin. Sheeba prosseguiu:

-Para onde ele vai depois? - O pensieve mostrou
Dumbledore entrando no predio do Ministrio da Magia. - E daqui a dois
dias? - O pensieve agitou-se novamente e mostrou Dumbledore em sua sala,
conversando com algum. Parecia muito srio e explicava que naquele
momento no queria que a pessoa deixasse a escola por nada deste mundo.
A pessoa com quem falava no aparecia. No seu lugar havia um borro,
quando ela falava com Dumbledore, tambm no se ouvia a voz. Quando este
dirigia-se ao interlocutor pelo que seria o nome, a voz dele
simplesmente sumia.

-A outra pessoa na sala de Dumbledore est sob
feitio de confuso - Sheeba disse sria. - Por isso no aparece no
pensieve.

                       -Ento deve ser o Harry! - Disse Rony triunfante.

-Daqui a dois dias j sei que terei problemas -
Harry parecia bastante desanimado.

-No necessariamente, Harry - Sirius encarou o
afilhado - Voc no acha que aquela pessoa pode ser tambm quem te ps o
feitio de confuso?

-Ou mesmo outra pessoa. Comigo por perto,
provavelmente muitos pais colocaram feitios de confuso em seus
filhos...

-Isso no  magia negra? - Hermione perguntou
espantadssima.

-No. Na verdade  at uma forma de proteo para
alguns,  simplesmente uma forma que alguns bruxos encontram para ter
privacidade, no h nada demais em no querer saber o futuro.

-Mas quem ps esse feitio em mim - Disse Harry -
No quer manter a minha privacidade. Com certeza no.

-Escutem - Sirius disse srio - Est na hora de
voltarem a Hogwarts. Eu vou para Londres amanh, mas Sheeba ficar aqui.
E garanto que ela achar um meio de descobrir quem ps este feitio em
voc. S quero que vocs mantenham a calma e fiquem longe de encrenca,
entenderam?

-Voc no  a pessoa mais indicada para dar este
tipo de conselho - Sheeba ria diante da cara espantada de Sirius.



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* Ttulo da Pgina: Harry Potter e o Toque de Prometeu  *
Transcrita em 23/9/2001



Captulo 5- A VESTIMENTA

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Harry, Rony e Hermione preparavam-se para sair da casa de Sheeba. Sirius
tirou a coleira de bichento, que estava at aquele momento no seu
pescoo e entregou-a a Hermione:       

-Obrigado. No vou precisar mais dela.  

-Voc no vem conosco at a caverna?    

-No, vou ficar por  aqui.      

-Hermione, voc acha mesmo que podendo ficar na casa com Sheeba,  Sirius
voltaria para aquela caverna cheia de pulgas? - Rony comentou. Hermione
pareceu ficar realmente embaraada e guardou rapidamente a coleira na
mochila.

-Harry - Sheeba aproximou-se com um pacote - tambm tenho um presente
para voc. Gostaria de te dar uma Firebolt, mas Sirius chegou primeiro,
no  mesmo? Mas creio que meu presente ser muito til.       

Harry abriu o pacote. Tirou o que parecia ser uma vestimenta muito
rstica, toda tecida em fios negros e dourados. No era exatamente
bonita, e ao toque era spera.     

-Com essa veste, voc pode andar no fogo sem se queimar, ficar
protegido contra balas de armas de trouxas, facas e vrios tipos de
feitios, inclusive magia negra. Ela s no pode parar dois deles:
Cruciatus  e...   

- Avada Kedavra  - Harry disse sem pensar.      

-Exatamente. Use-a com cuidado, demorei dez anos tecendo-a para voc.   

-Para que ele precisa de proteo contra balas de trouxas? - Sirius
parecia quase ofendido. 

-Eu tenho uma igual - Sheeba disse - Foi muito til quando
trabalhava para a polcia dos trouxas. E no fique com cimes, Sirius,
vou te emprestar a minha para voc ir para Londres. No se preocupe com
a aparncia esquisita dela, Harry, ela fica invisvel ao ser posta sobre
o corpo.

-Ok, vamos - Disse Harry - est na hora.        

Despediram-se de Sirius e Sheeba e foram juntar-se aos alunos que
voltavam do passeio a Hogsmeade. Quando entravam no grande salo, Rony
comentou:

-Harry, que madrinha voc tem, hein? Sirius  um cara de muita sorte...
imagine o que eles esto fazendo agora...       

-Rony! - Hermione exclamou chocada - Que coisa grosseira!       

-Ora, Hermione, voc no  mais criana... sabe o que um homem e uma
mulher adultos fazem juntos.   

-Sei, mas voc no deveria falar assim, ela  madrinha de Harry, e noiva
de Sirius!     

-Isso no muda o fato que ela  um mulhero!    

-Harry! Voc est vendo o que ele est falando? - Harry definitivamente
no prestara a mnima ateno na conversa, preocupado com sua prpria
imagem caindo no abismo com Voldemort.  

-H? Hermione, deixe Rony falar. Atualmente ele ocupa metade do seu
tempo pensando em sexo. Voc acha que ele teria alguma chance com
Sheeba? No fique com cimes.        

-Harry! Eu no estou com cimes de Rony! E acho que Sheeba no tem nada
demais...O que a faz to especial?         

-Trinta e poucos anos, Toque de Prometeu, uma casa incrvel, uma
personalidade exuberante e, o que realmente conta: um corpo fantstico!


-Rony, realmente voc est ficando doente - Harry disse - Acho que eu
vou denunciar aquelas revistas que voc anda guardando debaixo da
cama...

-Potter! Granger! Weasley! - Os trs gelaram ao ouvir bem atrs deles a
voz desagradvel do Professor Snape. Viraram-se pensando a mesma coisa:
encrenca.

-Muito bem, eu gostaria de saber de que revistas os senhores estavam
falando.

-Nada demais - Rony disse embaraado - algumas revistas de trouxas que
eu ando colecionando... isso no d deteno noturna, d? Ler histrias
em quadrinhos?

-Isso no... Mas eu acho que as revistas as quais o jovem Potter se
referia no eram bem essas... Posso pedir ao Sr Filch que faa uma busca
em seus aposentos.

-No ser preciso -  disse Rony - eu mesmo vou trazer as minhas revistas
e d-las ao senhor ... acho que o senhor anda precisando mesmo - Oh,
no Rony pensaram Harry e Hermione ao mesmo tempo.        

-Menos dez pontos para Grifnria! E vou mandar o Sr Filch dar a busca
l, e em suas coisas tambm, Sr. Potter. O que o senhor tem neste
pacote?

-Um presente que ganhei de minha madrinha. Creio que o senhor a conhece.

Snape pareceu paralisado. Olhou para Harry, e agora tinha uma expresso
completamente diferente:      

-Ela disse que me conhecia? Falou de mim?       

-No muito.     

-E ela est bem? Ns temos uma espcie de... amizade.   

-Ela est muito feliz - Harry baixou o tom de voz - Ela e meu padrinho
reataram seu noivado. Acho que posso contar isso ao senhor, agora que o
senhor sabe que ele  inocente...   

-Bem... ... sim, claro... Fico feliz por eles... Acho que Sheeba merece
ser... feliz. Com licena, acabo de lembrar que tenho algo a fazer. -
Disse e sumiu na direo das masmorras.          

Assim que ele desapareceu, Rony disse, quase caindo na gargalhada:      

-Harry Potter, voc no presta! Acaba de partir o corao do velho
Snape! Ser que ele ainda tinha alguma esperana com Sheeba?

-Algo totalmente absurdo -  disse Hermione,- mas ser que realmente ela
e Snape so amigos?     

-bvio que no - Harry disse. Subitamente lembrou-se do frasco com o
nome de Snape na sala de estudos. 



Sirius estava em Azkaban. Era levado pelos dementadores para uma sala e
posto diante de um dementador encapuzado, para ser castigado pelo seu
beijo. Num canto, Sheeba parada assistia a tudo, lgrimas nos olhos. No
adiantava, ningum ouvia quando ele dizia que era inocente... Queria
gritar, mas s saam de sua boca mumrios incompreensveis. O dementador
tirou o capuz. Ento, finalmente ele conseguiu gritar:

-Sou inocente! - O dementador e Azkaban sumiram. Ele se viu deitado numa
enorme cama, imerso na escurido. O sonho, novamente o sonho.  Sua
conscincia clareou e ele lembrou onde estava. Passou o brao por cima
do corpo de Sheeba adormecida, puxando-a mais para perto de si,
mergulhando o rosto nos frios cabelos negros dela. Queria esquecer.
Queria  Sheeba. Sentia saudades.

-O sonho. - Sheeba disse, olhos fechados - Ele s vai parar quando voc
prender Wormtail.       

-Voc est acordada?    

-Acordei junto contigo - Ela mantinha os olhos fechados, deitada de
costas o rosto virado para o teto, Um dos braos dobrados por sobre a
cabea. Comeou a acariciar o brao de Sirius que estava por cima de seu
corpo, sorrindo, e ainda de olhos cerrados. - Sabe do que eu senti mais
falta em quatorze anos?

-Do que?        

-Da sua risada. Da sua voz me provocando. De fazer carinho assim
sentindo os pelos do seu brao. s vezes eu acordava no meio da noite do
mesmo sonho que voc est tendo, e no conseguia mais dormir. s vezes
sonhava e via voc em sua forma canina, ganindo no escuro. Era assim que
voc evitava o sonho, no era? -  Ela abriu os olhos e o encarou. A luz
tnue da lua da paisagem conjurada iluminava a cama onde os dois estavam
deitados. Os olhos de Sirius Black brilhavam, fixos em seu rosto.       

-Era. O que mais me doa era que voc estava sempre nele.       

-Era impossvel eu deixar de estar. Eu dormia usando seu pijama para
poder sentir voc perto de mim. Durante quatorze anos, sonhei sempre o
que voc sonhou. -Sheeba fechou os olhos novamente -  Agora durma,
Sirius.

-No quero dormir. - ele disse, e beijou-a com paixo. 

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                               Captulo 6
                                    
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* Ttulo da Pgina: Harry Potter e o Toque de Prometeu  *
Transcrita em 23/9/2001



Captulo 6 - SIRIUS DESAPARATA 

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Horas depois, Sirius acordou. Sheeba estava de p, completamente vestida
, sorrindo para ele. A paisagem conjurada mostrava o sol nascendo atrs
do mar.

-Bom dia, dorminhoco. J  quase hora de voc desaparatar!      

Sirius piscou vrias vezes para acostumar seus olhos na claridade.      

-Que horas so?         

-Seis e meia.   

-Eu s preciso desaparatar as oito, disse Sirius e enfiou a cabea no
travesseiro.         

-Deixe de ser preguioso - Sheeba riu enquanto o puxava da cama,
comearam uma pequena guerrinha onde Sirius tentava manter seu corpo na
cama e ela tentava levant-lo. Como era muito mais forte, Sirius
derrubou-a na cama s gargalhadas.

-Falando serio, Sheeba, porque voc est me tirando da cama  essa hora?

-Eu queria te mostrar umas coisas.      

-Mostre ento, oras.    

- Accio!  - Sheeba apontou sua varinha para dois lbuns que estavam
sobre a mesa de cabeceira e eles vieram voando para sua mo. Ela abriu
um deles e Sirius olhou estranhando:       

-Essas fotos esto com problemas! Est todo mundo parado nelas!         

-Sirius, estas so fotos de trouxas. Meus amigos da poca da polcia.   

-Eles me parecem bem trouxas...         

-Mas so trouxas corajosos, a maioria deles  tima.    

-T bom, elogio aos trouxas por Sheeba Amapoulos. Porque voc est me
mostrando isso?   

-Sirius, voc vai andar no meio de trouxas o tempo todo nos prximos
dias, eu queria que voc aprendesse algumas coisas para no dar mancada.


-Ei! eu no dou mancada, t? Eu conheo o suficiente sobre a vida dos
trouxas, no sou nenhum retardado.   

-Bem - comeou Sheeba ignorando a indignao de Sirius - Eu quero que
voc olhe isso:  uma arma de fogo, uma pistola. Do seu cano saem
balas...

-Sheeba, eu sei o que  uma pistola. Esqueceu que eu fugi e me escondi
entre eles durante algum tempo?    

-Mas voc ainda  procurado, e no quero que corra riscos. Sabe o que 
isso?

-Claro que sei! Isso  um controle remoto! Serve para acionar aparelhos
 distncia - Sirius pareceu triunfante.    

-Errou. Isso  um telefone celular. - Sirius pareceu contrariado, seus
olhos continuaram procurando coisas familiares na fotografia:     

-Isso eu sei o que !  uma mquina de caf expresso!   

-Errou de novo, Sirius. Isso  um triturador de papel... E isso aqui  o
que eu preciso te mostrar - disse e apontou um dos sprinklers do teto.


-Eu j vi isso em prdios de trouxas. Ficam no teto, certo? Para que
servem?

-So sprinklers.  um sistema dos trouxas para combater incndios.
Quando uma sala pega fogo, eles automaticamente comeam a jorrar gua.  

-Que coisa complicada!  

-Estou te explicando porque ao te tocar ontem vi que voc ia precisar
saber tudo sobre Sprinklers e armas de fogo, mas no sei te dizer
porque.

-Mais alguma coisa?     

-Sim. No deixe Lupin entrar num lugar cuja porta  verde.

-Por que?

-Se ele entrar l, no sai com vida.

-E eu?  

-Voc pode entrar l. Nada que est na sala te ameaa.  

-E o que mais voc tem para me mostrar?         

-Bem, Sirius, eu preciso te contar algumas coisas...No seria honesto
escond-las de voc.

-No me diga que enquanto eu estive em Azkaban voc teve outro...

-No  isso!  outra coisa que sei que voc no vai gostar, mas peo que
pelo menos entenda. - Ato contnuo, Sheeba abriu o segundo lbum, que
continha fotos de bruxos e bruxas. Parou numa pgina onde haviam quatro
fotos, numa delas, Sirius aparecia ao seu lado sorrindo, mas de vez em
quando fechava a cara e desaparecia, indo aparecer na foto ao lado, onde
socava algum um pouco, antes de retornar  sua posio ao lado de
Sheeba em sua foto. Na foto que Sirius visitava, entre Sheeba e
Dumbledore aparecia, amassado, machucado e com o olho esquerdo roxo,
Severo Snape. Sirius explodiu:        

-O que ELE est fazendo a???   

- isso que eu estou pedindo para voc entender. Eu e Severo nos
tornamos amigos.       

-Severo??? Sheeba,voc ficou LOUCA, por acaso? Chamando esse, esse
sujeito pelo nome. Sabia que ele tentou me entregar aos dementadores?
Voc tem idia de quanto eu e Snape nos ODIAMOS? TEM IDIA?      

-Sirius, na verdade ele no  mau...    

-No, ele no  mau, s foi um dos palhacinhos de Voldemort, s tentou
matar Dumbledore para seu mestre, mas no fundo ele  bonzinho, nunca fez
nada de mau.

-Voc tambm no  mau e j tentou mat-lo.     

-Voc no est defendendo esta cobra, est?     

-ELE SALVOU MINHA VIDA, SIRIUS!         

-...Como?               

-Severo Snape salvou minha vida.  isso que eu estou tentando te dizer.

-A troco de que ele salvou sua vida? E quando foi isso?         

-Voc lembra-se de Atalanta Myers?      

-A Death Eater?         

-Ela mesma.  Quase todos os Death Eaters tinham sido presos ou mortos
pelos Aurors. Eu j estava trabalhando na polcia dos trouxas, em
Londres, quando a vi. Segui seu rastro. Ela morava em uma Rua em Nothing
Hill, estava disfarada como trouxa. Mandei uma coruja para Dumbledore
pedindo que mandasse um Auror a Londres com urgncia, no queria
perd-la. Ele mandou Snape, mas antes que ele chegasse, Myers me
encurralou. Voc sabe que no posso prever meu futuro, e no tinha idia
que ela estava exatamente atrs de mim.   

-E ento?       

-Atalanta me torturou com uma praga, o Cruciatus, tinha nas mos uma
veste que pertencera a Voldemort, queria me obrigar a toc-la e revelar
o paradeiro dele. Ela queria reviv-lo. Nesse momento, Snape apareceu.
Atalanta no tinha idia de que ele havia mudado de lado.  Ele a
distraiu tempo suficiente para que Moody Mad Eye sasse das sombras, a
desarmasse e prendesse. Mas a essa altura eu j estava quase morta.

-E como Snape te salvou? Ele aplicou alguma poo?      

-No. Ele me deu o beijo da vida.       

-O QUE? AQUELE IMUNDO BEIJOU A SUA BOCA?        

-VOC PREFERIA QUE ELE ME DEIXASSE MORRER, SIRIUS?      

-... No - Sirius pareceu cair em si por um minuto e ficou bastante
embaraado e aborrecido - No havia outro jeito?     

-Se houvesse voc acha que ele abdicaria de um ano de vida por minha
causa?

-Eu acho que ele para te beijar faria qualquer coisa.   

-No seja infantil.  fcil voc dizer isso agora, comigo aqui, inteira
e viva na sua frente, mas imagine-me quase morta, voc acha que Snape se
aproveitaria disso? Se no fosse ele, eu morreria antes de entrar no
Hospital St Mungos. Entende agora porque ficamos amigos? No se pode
dever sua vida a algum e simplesmente virar-lhe as costas.      

-Voc sabe como Snape trata Harry?      

-Voc sabe que ele salvou a vida de Harry?      

-Isso no era mais do que uma obrigao para ele, afinal, Thiago
salvou-lhe a vida uma vez tambm.         

-Sirius, ele me prometeu parar de perseguir Harry.      

-Pelo jeito ele no  muito bom em cumprir promessas, advinha qual  a
pior nota do nosso afilhado...    

-Tudo bem, eu falo com Seve...com Snape de novo. Acho que ele e Harry
vo acabar se entendendo. E ele e voc tambm.     

-Sim claro, no dia em que o inferno congelar. - Sirius levantou-se,
procurando suas roupas - Onde esto minhas roupas de trouxa?    

-Ali, no armrio. Eu as limpei, estavam imundas...      

-Eu vou tomar um banho. Estou fedendo como um cachorro e preciso esfriar
a cabea.      

Sirius desapareceu por uns minutos e Sheeba ficou sentada na cama,
exaurida pela discusso que haviam tido. J vira Sirius tomar banho
vrias vezes, depois sair sacudindo-se como um co molhado, porm, era a
primeira vez que ouvia Sirius entrar no banho e no cantar mal como
geralmente fazia. Pensou porque afinal de contas fora amar um sujeito
to temperamental...

Logo depois, ele apareceu enrolado em uma toalha e foi vestindo suas
roupas, agora limpas, mas ainda com a aparncia de roupas de punk.
Sheeba deu-lhe ento sua veste protetora, igual a de Harry que ele
vestiu sem dizer uma palavra sobre suas roupas. Ao assentar-lhe no
corpo, a tnica desapareceu.

-At a volta. -Disse contrariado.       

-No vai me dar um beijo de despedida?  

-Adeus. - disse e desaparatou.  

Sheeba levantou-se irritada. Era melhor ir para seu trabalho, havia
muita coisa a fazer hoje. 

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                               Captulo 7
                                    
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Captulo 7 - LONDRES - SO PETESBURGO - LONDRES 

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Sirius aparatou dentro de um banheiro da estao West End do metr
londrino. Um sujeito em roupas de trouxa que lembravam ligeiramente um
terno amarrotado, estava de costas para ele, usando um mictrio. Quando
Sirius apareceu, ele virou o rosto e disse ol. Era Remo Lupin. Sirius
virou o rosto sem graa.

-Desculpe, Remo, cheguei numa hora errada.      

-No tem problema, isso acontece - Lupin Sorriu, enquanto finalizava sua
toalete e lavava as mos - Meu faro de Lobisomem diz que estou diante de
algum bastante contrariado...  

-Aconteceram umas coisas neste fim de semana... encontrei Sheeba...     

-timo, hein? J estava na hora de vocs se entenderem...       

-, mas brigamos outra vez...   

-Porque?        

-Snape! - Sirius antes latiu do que falou o nome.       

-Oh, sim. Ela me contou isso uma vez. Eles se tornaram amigos - Lupin
revirava a bolsa em busca de algo- Ah, achei - Retirou uma coleira
grande e larga da bolsa.        

-E voc acha isso normal.       

-Escute, Sirius, voc sempre foi o maior cabea dura que eu conheci.
Sheeba te ama, e voc sabe disso. Ela te esperou QUATORZE anos. Acha que
se Snape tivesse a mais remota chance ela no teria cansado de esperar?
Agora, se voc der o fora nela... (pode usar essa coleira por favor?).
Bem, se voc der o fora nela, provavelmente Snape vai consol-la,
cobr-la de gentilezas... e a no se pode dizer o que vai acontecer...


Sirius lutava para pr a coleira no pescoo, e Lupin comeou a ajud-lo.
Neste momento entrou um trouxa muito bem vestido no banheiro e olhou-os
espantados. Lupin sorriu e disse jovialmente para ele:   

-Teatro! Estamos ensaiando para uma performance!        

O Homem pareceu desistir do que quer que tivesse ido fazer no banheiro e
saiu resmungando:      

-Gays pervertidos!      

-O que ele disse? - perguntou Sirius -  

-Nada... d para voc se transformar agora? Isto  um disfarce,
precisamos dar um pulinho em San Petesburgo para eu comprar poo
mata-lobo. Eu nunca consigo fazer essa porcaria direito, melhor comprar
pronta.

Sirius transformou-se em um co. Lupin ps culos escuros e conjurou uma
bengala e saram do banheiro, com ele fingindo-se de cego. Saram do
banheiro e foram andando ao longo da plataforma at que viraram
bruscamente em frente a uma parede e a atravessaram. Era uma barreira.
Havia algo que parecia uma escada rolante, com a diferena de ser reta.
Uma placa dizia: Desce: estao Shadow Cross , Sobe: Lojas de Bruxaria.
Lupin guardou os culos e a bengala (bruxos eram bem mais liberais
quanto  presena de animais no metr!) e disse para a escada:    

-Desce! - A escada inclinou-se para baixo, levando-os a uma grande
estao circular, de onde saam cerca de vinte plataformas, onde haviam
trens para todos os lugares do mundo. Uma placa dizia: Subterrneo
Mgico Mundial - Estao Shadow Cross - Londres - Inglaterra.  

Em cada plataforma estava parado um trem diferente, e cada um conduzia a
um lugar do mundo. Em cada plataforma, havia uma placa com a bandeira do
pas e o nome da estao terminal: Le poisson noire -Paris- France,
Liberty Owl - New York - USA, Toca dos Sacis- Rio de Janeiro -
Brasil, e muitos outros para pases prximos e distantes. Lupin comprou
dois bilhetes Londres - So Petesburgo - Londres para ele e Sirius
(Bruxos eram liberais com bichos de estimao, mas cobravam por isso), e
os dois embarcaram rumo  estao Rhussian Rhapysodia, ao lado da
plataforma que levava ao Japo.    

Cerca de meia hora depois, desembarcaram na estao russa. Lupin disse
algo em russo para uma escada rolante que os levou a um segundo piso
cheio de lojas de artigos mgicos, onde foram direto a uma lojinha de
poes. No balco, dois Bruxos com barbas at a cintura, pesadamente
encasacados, esperavam por clientes. O menor era do tamanho do Professor
Flitchwick, o maior, era quase do tamanho de Rbeo Hagrid. O menor
saudou Lupin efusivamente:

-Lupin! Pon Mata-lobo, cerrto?        

-Ol! Nicolay! Bom dia, Djimitry!       

-Grunf! - respondeu o bruxo maior. Nicolay comentou com Lupin:  

-Djimitry mau humor hoche. Perder dinheiro em aposta.   

Enquanto o bruxo ia pondo a poo de Lupin no frasco , ele e Lupin
engataram uma conversa que comeou a entediar Sirius. Ele se virou e
ficou observando o movimento. De repente farejou algum e ganiu para
Lupin, que neste momento esperava o troco dos trs galees que dera por
sua poo. Lupin olhou-o sem entender muito e Sirius disparou,
carregando Lupin pendurado na coleira, escada baixo. Lupin disse calmo,
mas bem contrariado:

-Seja l o que for, Sirius, voc vai depois l em cima buscar meu troco!

Sirius carregou-o seguindo a pista de um bruxo alto, encapuzado com um
casaco peludo, que entrava no trem para Nova York. Antes do trem partir,
o bruxo desceu o capuz e Lupin pode ver o que Sirius queria mostrar.
Sentado num banco, dentro do trem que partia, estava o Death Eater
renegado que supostamente estaria escondido no metr de Londres, dando
suporte a Wormtail, Karkaroff.

Lupin resolveu que deviam voltar imediatamente a Londres, deixando seu
troco para l. Com sorte, ele alcanaria Dumbledore e diria que  se
havia um death eather se encontrando com Wormtail, com certeza no era
Karkaroff. Ao chegarem em Londres, correram apressados para o banheiro
onde um ansioso Sirius retornou rapidamente a forma humana.         

-Se no  Karkaroff que est se encontrando com Wormtail, ento muito
provavelmente temos um outro Death Eater envolvido, diferente dos que j
conhecemos...provavelmente um nefito como aquele Quirrell!        

-Sirius, Acho melhor deixar voc no quarto que eu estou aqui em Londres,
 num bairro trouxa, mas d para ficar razoavelmente incgnito. Enquanto
voc fica l, eu procuro Dumbledore.     

-Ele deve estar no ministrio da magia hoje. Sheeba viu isso ontem.     

-timo. Ele no disse na reunio da ordem onde ia hoje. Vamos adiar por
hoje o plano. Espero conseguirmos descobrir quem  o Death Eather at a
noite de amanh... voc sabe que eu fico imprestvel. Lua cheia.        

Saram do banheiro, com Sirius na forma humana, e procuraram ser
discretos ao pr um feitio de memria num segurana da estao que
podia jurar que aquele sujeito era cego e que o outro, o grandalho,
surgira do nada. Tomaram o trem normal at a estao de East End, onde
saltaram e Lupin conduziu Sirius at a espelunca onde alugara seu
quarto.  Um trouxa gordo lia jornal atras do balco e depois de entregar
a chave a Lupin resmungou, quando eles viraram-lhe as costas:

-Gays!  

-O que voc disse? - Sirius virou-se rosnando, na sua expresso mais
canina, ameaador.         

-Nada, no falei nada.  

Subiram a escada e entraram em um quarto imundo com duas camas,
cheirando a mofo.       

-timo! - Sirius disse atirando-se em uma cama e chutando as botas para
o alto - De volta  velha caverna cheia de pulgas...     

-O qu?         

-Nada, no. Lupin, o que quer dizer Gay?      

-Para a segurana daquele sujeito l embaixo,  melhor que voc no
saiba...

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                               Captulo 8

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* Ttulo da Pgina: Harry Potter e o Toque de Prometeu  *
Transcrita em 23/9/2001



Captulo 8 - A VISITA

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Harry, Rony e Hermione estavam assistindo a mais uma chatssima aula de
Histria da Magia com o professor Binns. Harry esforava-se para prestar
ateno no episdio da extino dos grgulas que o professor narrava; de
como os grgulas, criaturas mgicas feitas de pedra, tornaram-se to
insuportveis no sculo XI, que foram encurralados em uma caverna,
perdida sob onde agora erguia-se a cidade de Londres.  Depois de uma
luta cruel,  beira de um abismo na caverna que era conhecida como
fenda dos grgulas,  os grgulas foram massacrados e reduzidos  p.
Os poucos remanescentes que se renderam, foram paralisados e
distribudos pelo mundo. A maior parte agora estava em Igrejas Mas um
guarda a porta da sala de Dumbledore, pensou Harry.

Madame Pomfrey apareceu  porta para avisar que os alunos de adivinhao
teriam seu turno da tarde livre pois a Prof Sibila tivera um mal sbito
e estava sem condies de dar aula. Ao final, avisou a Harry que ele
tinha uma visita aguardando por ele no salo principal.     

Quando a aula acabou, Harry desceu com Rony e Hermione para descobrir
que quem o esperava era Sheeba, e Harry pode observar que ela no vestia
espcie alguma de luva.   

-Harry!  - Ela disse jovialmente, dando uma beijoca na bochecha de Harry
(era melhor que as beijocas que Duda Dursley ganhava de sua madrinha
gorda, claro, mas aquilo o deixou bastante envergonhado). Sheeba
aproveitou o beijo para sussurar para Harry:         

- No se assuste, estou aqui a trabalho. - A essa altura, um abobalhado
Rony e Hermione com sua pior cara estavam olhando para ela.-Ol,
meninos, como vo? Vou almoar com vocs, posso?       

-Na mesa de Grifnria?? - Hermione fez uma cara bem azeda.      

-Claro! Eu sou uma ex-aluna privilegiada! Ol, Minerva! - Disse   Prof
McGonnagal que passava.    

-Sheeba! - Uma voz conhecida falou e Harry, Rony e Hermione viraram-se
para ver o rosto estranhamente embasbacado de Severo Snape.      

-Ol, Severo! - todos os alunos da Sonserina que o seguiam passavam
esticando o pescoo para saber quem era aquela mulher, alguns
cochichando bastante.

-Vai sentar-se conosco, na mesa dos professores? - Snape tinha a
expresso mais  cretina que Harry jamais imaginou que ele pudesse fazer.


-Oh, no, vou sentar com meu afilhado! Voc o conhece, no ? Harry
Potter!

-Sim, claro - Snape ficou totalmente sem graa, principalmente quando
Harry deu-lhe um cndido e inocnte sorriso.  

-Ele  um timo aluno, no  mesmo Severo? E seus amigos Rony e Hermione
tambm. Ela  a garota mais inteligente que j conheci... voc conhece
algum mais inteligente?         

-Bem, no... quer dizer, eles so muito esforados...   

-timo que voc reconhece isso! Te vejo mais tarde!     

Sheeba deu cada um dos braos para Harry e Rony e saiu em direo da
mesa de Grifnria, deixando um atnito Severo Snape para trs,
perguntando-se onde havia errado. No meio do caminho, Sheeba deu um
efusivo abrao em Rbeo Hagrid, que praticamente a atirou para o alto
dizendo:

-Menina! Onde voc andou!       

-Por a, Hagrid! Vejo que voc continua criando monstros horrorosos e
asquerosos como se fossem coelhinhos!      

-Hehehe! Voc devia ser professora aqui!        

-Quem sabe quando a atual se aposentar?         

Por mais que Hermione tentasse, no conseguia deixar de gostar de
Sheeba. O que ela fizera com Snape simplesmente lavara a alma da menina,
que j havia sido chamada de "sabe tudo irritante" pelo professor uma
vez. No meio dos alunos da Grifnria, Sheeba definitivamente no parecia
ser uma mulher feita, muito menos uma policial do ministrio da magia.
Em menos de cinco minutos de conversa, j parecia ser uma estudante como
todos eles... Rony, sentado  sua esquerda, continuava tratando Sheeba
como se ela fosse uma Veela, e Harry, bem, passado o embarao inicial,
Harry estava se sentindo realmente muito confortvel ao lado de sua
madrinha, principalmente olhando para a mesa da Sonserina e vendo a cara
de besta que fazia Draco Malfoy.         Em um momento Sheeba falou
baixo, apenas para ele e Hermione, que sentara  direita de Harry:     

-No se enganem, essa no  uma visita comum, estou tocando tudo e todos
para saber quem est com feitios de confuso.     

Quando o almoo acabou, Harry e Rony aproveitaram o tempo livre
(Hermione tinha aula de aritimancia) para pegar a vassoura e tentar
treinar um pouco de Quadribol... Harry estava tentando treinar Rony como
goleiro, para substituir o antigo, Olvio Wood, que se formara depois do
ltimo campeonato. Na verdade ambos queriam se exibir para Sheeba.
Quando foi pegar a Firebolt, Harry teve uma idia e vestiu a roupa que
Sheeba lhe dera. Em alguns minutos, estava no campo de quadribol, em sua
Firebolt fazendo acrobacias. Rony usava a vassoura de Fred, um de seus
irmos. Alguns outros alunos os ajudavam, Dois fazendo s vezes de
batedores e um treinando Rony no gol. Harry aproximou-se de Sheeba e
perguntou:

-Seria muito desonesto usar a vestimenta para jogar quadribol?  

-Se eu fosse voc no faria isso...     

-Por que?        

-Eu protegi a veste para que ela s seja usada em fins honestos, mas se
voc quiser tentar...

-Ok. - Harry subiu bastante com a vassoura e pediu que algum rebatesse
um balao em cima dele. O balao veio na toda. Harry pensou que ele
fosse ricochetear na veste mas simplesmente a bolinha o derrubou da
vassoura.  verdade que foi como ser atingido por uma bolota de espuma,
no sentiu dor, mas simples e inexoravelmente Harry comeou a cair.
Todos os garotos no campo de quadribol gritaram quando Harry despencou
da vassoura. Sheeba ergueu a varinha e disse, numa calma impressionante:


- Accio!  - Nada aconteceu com Harry, que continuou caindo, mas a
Firebolt, que j ia sumindo na distancia retornou vindo na direo dela.
Harry achou que ia se arrebentar, porm, um segundo antes de chegar ao
cho, balanou no ar como se estivesse preso por um elstico de bungee
jump. Balanou no ar mais alguns segundos e caiu no cho com um "pof!".
Todos vieram correndo, menos Sheeba, que veio andando tranquilamente,
com a vassoura na mo direita. Harry j estava de p quando ela lhe
entregou a vassoura e perguntou:    

- Machucou?     

- No... mas o balao no deixou de me derrubar.        

- Isso  para mostrar a voc que esta veste funciona perfeitamente para
te deixar inteiro, porm nunca vai te ajudar a ganhar uma partida de
quadribol. Para isso voc j tem as suas habilidades...      

Harry revirou os olhos descontente ao ver trs figuras se aproximando do
campo. Como sempre, Draco Malfoy e seus capangas vinham rindo, prontos
para tirar proveito do que, infelizmente, haviam acabado de presenciar:


-Vejo que voc acabou de passar uma vergonha na frente de sua
madrinha... - Draco comeou na sua habitual voz anasalada.  

- No necessariamente - Disse Sheeba com um grande sorriso - Eu estava
ensinando Harry como se cai da vassoura sem se machucar e parece que ele
aprendeu perfeitamente... Se voc quiser tentar tambm... - Draco deu um
passo atrs, a sua j notria covardia aparecendo no rosto. Sheeba ps
seus grandes olhos em Malfoy, depois olhou para Crabble, se aproximando
e tocando-lhe a ponta do nariz... ele era bem mais alto que ela.        

- Este armrio  um Crabble! Herdou o fsico de mamute e o crebro de
minhoca de sua famlia... devo dizer a voc que seu destino  trabalhar
consertando vassouras velhas? - Virou-se ento para o no menos alto
Goyle, que ria de Crabble - de que voc est rindo, Goyle? Disse,
encostando os dedos no peito largo do rapaz...meu gorilinha, voc  o
mesmo tipo de quase aberrao que foi seu pai... tadinho de voc... acho
que trabalhar limpando latrinas realmente  um destino bem chato...


Draco olhava Sheeba com desprezo, quando ela sorriu-lhe e se aproximou.
Ao contrrio de Crabble e Goyle, Malfoy era quase de sua altura e ela se
aproximou dele tanto que quase roou seu nariz no dele. Piscou-lhe um
olho, o que o fez dar um salto para trs... ento, passou a ponta dos
dedos de testa ao queixo de Malfoy, passando pelos lbios, o que o
perturbou visivelmente. Ela comeou:

- Draco Malfoy, filho de Lucio e Narcissa... eles continuam pedantes,
insuportveis, esnobes e medocres como quando eu os conheci na
escola...Hum, vejo que seu pai ainda no resolveu o problema de famlia
que torna todos os homens impotentes aos trinta anos... mas acho que
voc no vai viver o suficiente para se preocupar com isso, portanto,
no esquente, certo? Mas se eu fosse voc - e quase sussurou isto - eu
procuraria no chegar muito perto do salgueiro lutador... pelo menos no
enquanto voc  assim, virgem...         

- Que espcie de maluca  essa sua madrinha, Potter? - Draco estava
vermelho feito um camaro na brasa, todos os garotos em volta, incluindo
Crabble e Goyle, estavam dobrando-se de tanto rir.       

- Ela  uma vidente - disse Harry, quando conseguiu tomar flego - tem o
toque de Prometeu.       

- No acredito nessas coisas...         

- Se eu fosse voc, eu acreditava - Rony completou - ela  das boas,
nunca errou uma previso. - Mas rpido que um balao, Draco e seus
gorilas sumiram do campo. Rony estava cado no cho, chorando de rir.
Sheeba disse a Harry:

- Voc me deve essa... Agora eu vou encontrar Hermione na biblioteca, te
vejo antes de ir embora.   

- Hermione deve estar na aula de artimancia - respondeu Harry   

- No, no est, a aula acabou mais cedo - Gritou Sheeba de longe, j
quase entrando no castelo.     

- Falando srio - disse Rony enxugando lgrimas de riso - no ia ser
divertido ver o Malfoy broxa aos trinta anos? Pena que deve ser
brincadeira

- No sei no, respondeu Harry. Notou que ela est sem luvas? 

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                               Captulo 9
                                    
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Transcrita em 23/9/2001



Captulo 9 - O OLHO DO TIGRE 

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Hermione estava na biblioteca, parada diante de um livro fechado:
"IDENTIFICANDO TOQUES PREMONITRIOS" que finalmente achara na
biblioteca. Algo fazia com que ela no sentisse a mnima vontade de
abr-lo... neste instante aconteceu algo que ela j esperava. Sheeba
entrou na biblioteca e sentou-se bem na sua frente na mesa.

- Ol, Hermione.        

- Hum, Oi,Sheeba!       

- Eu acho, e no  pressentimento, que voc est com um cime bobo de
mim.

- Cime? No eu...      

- No sabe se gosta ou no de mim, certo?       

- Na verdade eu gosto de voc, mas voc me incomoda... desde que voc
chegou aqui hoje eu sei que est fazendo tipo para tocar o maior nmero
possivel de pessoas e descobrir algo sobre quem ps o feitio em
Harry...

- Se bem que voc acha estranho porque quem fez o feitio provavelmente
no vai se deixar tocar por mim sem um feitio de confuso idntico. E
voc est certa. Eu no vim aqui apenas para isso.       

- No?  

- No. Eu vim lhe entregar isso - Sheeba tirou do pulso uma jia. Era
uma jia com duas grandes pedras amarelas com o centro negro, lembrando
olhos, engastadas e unidas por duas fileiras de grossas correntes de
prata. Sheeba separou os dois olhos, e agora tinha na mo duas pulseiras
idnticas. Ps uma no seu pulso, virada para fora, e a outra fechou em
volta do pulso de Hermione, com o olho voltado para a parte de dentro de
seu pulso. Olhe dentro da pedra, Hermione.

Hermione olhou a jia fascinada viu um reflexo dentro da pedra... viu a
si mesma, s que por outro ngulo... em primeiro plano via Sheeba, como
se visse o que a pedra dela refletia.  

- Com essa jia, Mione, voc vai saber sempre aonde estou e o que estou
fazendo. Quando no conseguir ver meu reflexo,  porque estou fazendo
algo que no lhe diz respeito, e desativei a pedra. Para fazer o mesmo,
Gire a pedra assim - Sheeba girou a pedra para a direita no engaste - e
eu no poderei ver voc.

- Porque voc est me dando isso? Harry  que  seu afilhado, porque no
ele?

- Eu poderia dizer que estou fazendo isso porque Harry j tem coisas
demais para se preocupar, o que  verdade. Ou talvez, porque quero
conquistar a sua amizade, o que tambm  verdade... que estou te dando
isso porque voc  uma garota, afinal eu sei que garotas amadurecem
antes dos rapazes... voc no  mais uma menina, no  mesmo? Mas na
verdade Hermione, o que acontece  que eu te escolhi para dar essa
pedra, conforme a recebi de Viviane Lake quando tinha exatamente a sua
idade, porque eu sei que voc foi a primeira a perceber que Sirius era
inocente, ao olhar para ele, mesmo lutando contra o que sua razo dizia.
Lembra que voc  foi a primeira a perceber que Sibila Trelawney era uma
farsa?... quando Harry ganhou uma firebolt de presente, voc soube que
era presente de Sirius, voc tambm viu nos olhos de Lupin que ele
escondia alguma coisa, e descobriu o que era... dizem que voc 
esperta... e voc . Mas voc sabe que h algo mais, no sabe? Quando
voc olha nos olhos de algum, voc sabe, e voc est exatamente na
idade em que esse dom se desenvolve...     

Hermione olhou nos olhos de Sheeba e soube. Sria, esperou que Sheeba
dissesse o que j sabia:   

- Hermione, voc  uma  farejadora da verdade.  

Hermione olhava Sheeba com os olhos totalmente arregalados. O pior era
que agora, fazia realmente sentido, no era s esperteza. Hermione
realmente sabia que tinha o dom.  

- Sheeba, e quando eu achei que o professor Snape estava tentando matar
o Harry?        

- Na verdade, voc ainda no sabia usar seu dom, mas voc sabia que o
Snape estava escondendo alguma coisa, no sabia?     

- Acho que eu sabia... Mas agora no sei o que eu fao com esse dom.    

- Hermione, eu estou em Hogwarts para te dizer que eu vou treinar seu
dom. Vou ser sua mentora.    

- Voc vai dar aula aqui?       

- Na verdade, no. Voc vai ter aulas particulares comigo. O seu dom no
 como o meu. Em pouco tempo creio que ele vai estar totalmente
desenvolvido, e voc vai estar pronta. Quero te pedir uma coisa: abra o
livro que voc tem na frente. Procure na pgina "Premonitores
identificados por categoria", agora veja em "farejadores", letra G.  -
Hermione deu um grito. "Granger, Hermione" - Seu nome acabara de
aparecer escrito no livro.       

- Para voc ter aulas, eu preciso te dar a chave da minha casa. - Disse
entregando a Hermione uma chave idntica a que possua. Todos os
sbados, s oito e meia, gire esta chave na fechadura e voc vai ser
transportada para minha casa. Obviamente saia de Hogwarts para conseguir
isso, voc leu "Hogwarts, uma histria" e sabe perfeitamente que no se
pode usar este tipo de artefato aqui dentro. Pea para Hagrid escolt-la
at fora do porto da escola, certo? Eu j combinei com ele e na hora de
voltar ele vai esperar voc l. Comeamos este fim de semana. Agora
vamos descer. Preciso encontrar Harry.        

- Voc leu "Hogwarts, uma histria", Sheeba?    

- Li. Rony tambm j leu, mas ele finge que no, s para irritar voc...

- Eu gostaria de saber porque ele faz isso...   

- Tem certeza que voc no sabe, Hermione?      

Desceram rapidamente, para encontrar Rony e Harry subindo a escada para
a biblioteca.   

- Harry, precisamos conversar... - Sheeba agora estava sria, do mesmo
modo que Sirius quando havia algo realmente srio a dizer. - Hermione e
Rony podem vir tambm. Vamos para aquela sala vazia ali.       

Entraram numa sala  esquerda do salo principal, Sheeba comeou a
explicar-lhes o que descobrira:       

- Alguns alunos esto previsivelmente sob feitio de confuso, Crabble,
Goyle, Malfoy.  

- Ento Malfoy no vai ficar impotente aos trinta anos? - Rony pareceu
decepcionado. Sheeba riu e prosseguiu:        

- Tambm alguns professores, a maioria que eu sinceramente no esperava:
Minerva, Sprout,  Madame Pomfrey... at Hagrid! acho que ningum por
aqui confia muito em mim.    

- E Snape? -Harry perguntou     

- Tambm est sob feitio. Eu no esperava isso dele, sinceramente. E
acho que ele vai  para Londres, foi a nica coisa que eu pude sentir...


- Ento ele que vimos no pensieve! - Hermione lembrou.  

- No sei. Vou declarar a meus chefes que a investigao foi
inconclusiva. Por enquanto fiquem por aqui e vigiem... S mais uma
coisa... Harry, onde voc corta o cabelo?       

- Aqui mesmo, com madame Pomfrey. Porqu?       

- Sabe para onde vai o cabelo depois de cortado?        

- Que eu saiba, para o lixo.    

- Rony, Hermione, vocs tem cortado o cabelo aqui?      

-Bem, tem mais de dois meses que eu no corto o cabelo... o meu no
cresce tanto quanto o de Harry... e voc, Hermione?  

- Estou deixando meu cabelo crescer. Qual o problema com cortes de
cabelo?

- Isso  que deve ser vigiado: para fazer um feitio de confuso, 
preciso ter uma mecha de cabelo, no um fio, como para poo polissuco,
mas uma mecha.

- Isso torna Madame Pomfrey bastante suspeita. - Rony disse - Como  um
feitio de confuso Sheeba?     

- Lembra que eu disse que ele tem uma durabilidade? O feitio consiste
em pegar uma mecha de cabelo e congel-lo dentro de uma poo especial.
O gelo no  como um gelo comum, demora muito mais para derreter,
dependendo do tamanho do feitio, ele pode durar at dez anos, na
temperatura ambiente. Quando o gelo acaba de derreter, o efeito do
feitio cessa.

- Se  assim, onde estar este gelo com meu cabelo?     

- Pode estar em qualquer lugar, mas acredito que esteja aqui,  Harry. Eu
vou para casa, qualquer coisa, comuniquem Hermione. Ela sabe como me
achar, certo?

Harry e Rony olharam desconfiados para Hermione, que sustentou o olhar
de uma forma nova.   

Ao despedirem-se de Sheeba, no grande salo, ela deu beijocas nas
bochechas nos trs, e, quando estava exatamente beijando Harry, Cho
Chang passou e Harry notou chateado que ela era a nica garota em
Hogwarts que no tomara conhecimento da presena de Sheeba.      

- Cuide-se, e no se meta em encrenca.  

- Voc no  a pessoa mais indicada para dizer isso, Sheeba. - Disse
Hermione sem sentir.         

Sheeba riu e virou-se para ir embora, a capa esvoaando atrs de seu
vulto. Um grupo de alunos da Sonserina abriu um claro no exato instante
em que ela passou.

-  - disse Harry -  acho que Malfoy j espalhou sua histria... l se
vai a popularidade da minha madrinha...    

-  mulhero - Disse Rony, bem a tempo de levar um safano de Hermione.

Quando Sheeba chegou  entrada do castelo, encontrou Alvo Dumbledore que
acabara de chegar de Londres. Harry, Rony e Hermione observaram de longe
ele e Sheeba conversarem  por alguns minutos, e Sheeba sair correndo
apressada em direo  sada.

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                              Captulo 10
                                    
                           Voltar para ndice
                                    
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* Ttulo da Pgina: Harry Potter e o Toque de Prometeu  *
Transcrita em 23/9/2001



Captulo 10 - A PORTA VERDE 

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Sirius estava deitado no escuro, esperando por Lupin. Passara o dia
inteiro pensando na loucura que se tornara sua vida depois que fora
trado por Wormtail, no tempo que perdera em Azkaban e principalmente,
no que faria depois que limpasse seu nome. Quando fugira, seu nico
pensamento era provar sua inocncia, nunca pensara no depois. Agora
Sheeba ressurgira, e junto com ela milhes de sensaes que estavam
escondidas, ou antes represadas l no fundo de sua alma. Era a
existncia dela que o fazia pensar no depois, e fazia sentir urgncia de
reconstruir sua vida. Se Dumbledore, Lupin ou qualquer outro dissesse
que ele no podia entrar naquele subterrneo no dia seguinte,
provavelmente ele no escutaria e entraria assim mesmo. Nesse momento
Lupin chegou, e acendeu o interruptor do quarto. Tinha a cara abatida,
como sempre acontecia quando estava chegando a lua cheia, que comeava
no dia seguinte.

- Sirius, voc sabe o que  eletricidade?       

- No. Mas no gosto - disse cobrindo o rosto- de luzes que se acendem
bem na minha cara desse jeito sem aviso.     

- Ms notcias. No me deixaram falar com Dumbledore. O que acha de
adiarmos para depois da lua cheia?    

- E perder Wormtail? De jeito nenhum. Temos que peg-lo amanh, Lupin.  

- Sirius, pode ser uma armadilha!       

- Mande uma coruja para Dumbledore dizendo "vamos entrar", oras.        

- Avise Sheeba, ento.  

- No. Ela nunca precisou de um aviso.  

- Cara, voc est fazendo exatamente tudo que se deve fazer para perder
uma mulher... - Sirius levantou-se da cama    

- Se eu avis-la, ela vai dar um jeito de impedir que eu entre. Cada dia
que eu passo fora de l,  mais um dia da minha vida que eu perco...
voc no sabe o que  isso, Lupin. Voc no  um banido que tem que
andar por a escondido, enxergando dementadores em cada canto. Eu entro
l, pego Wormtail ou morro limpando meu nome!   isso que vou fazer, com
ou sem voc, com ou sem Dumbledore!

- Est bem, Sirius, eu entro contigo amanh. Mas voc vai me prometer
que vai avisar Sheeba agora do que vai fazer.  

- No precisa me avisar, Lupin, eu j sei. - Sheeba acabara de aparatar
bem atrs dele.   

- Eu no disse que ela no precisava de aviso - disse Sirius mal
humorado, virando as costas para Sheeba que no tomou conhecimento.


- Lupin, Sirius, estive em Hogwarts o dia inteiro. As coisas no esto
muito boas por l. Mais da metade dos alunos est sob feitio de
confuso. Eu acabei de avisar Dumbledore sobre isso e ele me deu uma luz
do que pode estar acontecendo.

- O que? - Sirius evitava olhar para ela.       

- Algum pode estar tentando fazer algum feitio proibido em  Hogwarts.
Eu fiz um pequeno levantamento: Cada aluno que cortou o cabelo l est
sob feitio de confuso.  Dumbledore vai reforar a segurana  e pediu
reforo  polcia do ministrio

- Onde Dumbledore estava o dia inteiro? - Sirius perguntou irritado,
ainda sem olhar para Sheeba.    

- Resolvendo um assunto importante.  Algo que ele est tentando h
muito, mas est difcil         

- E o que voc vai fazer?       

- Eu vou ficar em Hogsmeade com a polcia. Moody Mad Eye Chega amanh, e
as coisas ficam mais calmas. Vamos fazer uma conjurao contra feitios
no autorizados, e depois que ela estiver feita, acreditamos que cada
feitio de confuso guardado em Hogwarts vai desaparecer. A coisa  to
preocupante, que Sibila Trelawney ontem h noite foi levada para o
Hospital St Mungos.

- O que aconteceu com ela? - perguntou Lupin    

- Na verdade acho que ela teve um sopro das parcas e no aguentou.
Embora no acredite em nada do que ela costuma prever, ningum nunca
tinha visto Sibila insana conforme ela estava ontem. Os alunos no sabem
disso. Ela foi levada no meio de um delrio total para o Hospital de
madrugada.  o mal dos charlates, um dia eles sentem o peso de sua
responsabilidade. Preciso voltar para Hogsmeade.

- No vai me dar um beijo?      

- No, Sirius. Sinto muito, voc comeou, voc termina - Disse Sheeba, e
desaparatou.

- No diga nada, Lupin... - completou Sirius mal humorado       

Quilmetros distante, em Hogwarts, Hermione acabara de presenciar este
dilogo.

[]         

No dia seguinte, Sirius e Lupin desaparataram num tnel abandonado do
metr.

-Agora -  disse Sirius -  s seguir o cheiro de rato. - transformou-se
rapidamente no grande co e foi farejando, procurando o cheiro azedo de
Wormtail, que ele era capaz de reconhecer a quilmetros de distncia.
Sentia seu cheiro, e sabia que estava por perto, mas ele  era muito bom
em se esconder. Andaram mais de quatro quilmetros, e Sirius continuava
a sentir o cheiro dele... havia um desabamento no meio de um tnel, mas
eles no tiveram dificuldades em perceber que na verdade era uma
barreira. Sirius saltou em sua forma canina e atravessou-a. Lupin o
seguiu, logo depois da barreira tiveram a primeira pista. Havia uma
porta lateral arrancada, que dava para escadarias que desciam mais
ainda. A porta era guardada por um feitio de decapitao, que Lupin
demorou algumas horas tentando decifrar. Quando finalmente conseguiu,
olhou o relgio: Meio dia.

- Sirius, vou deixar esta porta com um feitio de desarme, se
conseguirmos alcanar Wormtail, no quero que os Aurors e a Polcia do
ministrio tenham dificuldade de entrar aqui. Temos que entrar rpido,
isso  uma corrida contra o tempo.

Naquele momento em Hogwarts, Dumbledore comunicava aos alunos muito
srio que iriam perder as aulas da tarde para fazer um servio de
limpeza contra feitios no autorizados. Aproveitou para avisar que quem
no quisesse ter nenhum feitio estragado teria meia hora para
registr-lo. Hermione lembrou a Harry que ele deveria comunicar sobre a
veste que Sheeba lhe dera, pois ela ainda no estava registrada entre
seus pertences, assim como a jia que Sheeba dera a Hermione. Na frente
da mesa onde Prof Minerva registrava os feitios, comeou a formar-se
uma fila de alunos. Moody Mad Eye presidiria os trabalhos. A lado da
mesa principal, Sheeba apreensivamente segurava algo dentro de seu
bolso. Era um objeto que roubara da roupa de Sirius na vspera, um
boto. Apertava-o nervosamente, murmurando: "Rpido, Sirius, rpido".
No conseguia prestar ateno em nada que ocorria no salo.   

Enquanto isso, em Londres, Lupin e Sirius, j transformado em homem,
desciam uma escadaria que parecia mergulhar na escurido. A toda hora
eram lanados feitios, armadilhas que os dois repeliam com feitios de
banimento e expulso.

Em Hogwarts Moody Mad Eye comeava o ritual, gritando palavras muito
antigas com  uma varinha em cada mo. Na sua frente, crepitava um
caldeiro, lanando fumaa violeta no ar. Moody mergulhou a ponta das
duas varinhas no caldeiro, e a fumaa separou-se em um espectro rosado
e outro azulado. Cada um deles se tornou  um imenso cavalo, que parecia
um fantasma e saram os dois a cavalgar pelo ar, um para cada lado. 
sua passagem, era possvel ouvir uma srie de feitios desarmando-se,
explodindo... eram feitios de amor de meninas do quinto ano,
brincadeiras de mau gosto como as de Fred e Jorge, travessuras do
poltergeist pirraa. Na cabana de Hagrid um bule de ch explodiu, onde
ele guardara uma coisinha que estava preparando para dar de presente
para Madame Olympia Maxime ( ele era oficialmente proibido de fazer
mgicas); uma pena de escrever enfeitiada com cola para prova de
trasfigurao explodiu na mochila de Draco Malfoy. Quando um dos cavalos
desapareceu pelo teto na direo do segundo andar, uma exploso imensa
sacudiu Hogwarts e houve pnico. Snape correu na direo do som enquanto
um bando de elfos domsticos entrou gritando no salo que a cozinha
estava sendo inundada. Sheeba correu para l bem a tempo de ver desabar
do teto, de dentro de uma coifa, derretendo como gelo comum, o maior
gelo de confuso que ela j vira, formado por cabelos de vrias pessoas
enrolados com um grande novelo multicor. Quando ele finalmente virou
lquido, ela saiu da cozinha.

Sheeba retornou rapidamente ao salo principal para tocar em Harry. Ao
toc-lo, nada aconteceu. O ritual estava terminado e ele continuava sob
feitio de confuso. Encontrou o olhar apreensivo de Dumbledore e disse:


- O feitio dele no est  aqui! Algum o levou embora. Ento notou que
Snape desaparecera da mesa principal.      

Neste momento, Lupin e Sirius davam de cara uma porta onde haviam dois
corredores, um  direita, outro  esquerda.  Decidiram separar-se,
Sirius ia  esquerda, Lupin  direita. Conforme foi avanando pelo
corredor, Sirius viu que ele mudava bruscamente de direo, como se
fosse um labirinto (Detesto Labirintos, pensou), Mais um curva e deu de
cara com uma porta amarela. Sirius abriu-a cuidadosamente,  sem entrar.
Olhou para dentro e tirou a cabea bem a tempo de evitar uma chama
cuspida por uma espcie de diabrete. Fechou rapidamente a porta e
decidiu seguir adiante. Foi andando e viu que havia uma Segunda porta,
desta vez vermelha.  Farejou o que estava atrs dela, e abriu-a com mais
cuidado, vendo um grande trasgo. Conjurou cordas fortssimas e prendeu o
Trasgo para constar que aquela sala no dava em lugar nenhum. Saiu da
sala e seguiu pelo corredor. Quando avistou uma porta laranja, uma luz
acendeu na sua cabea e ele correu de volta pelo corredor. Em Hogwarts,
Sheeba repetiu: "rpido, Sirius, rpido". No final do outro corredor,
Remo Lupin acabava de avistar uma porta verde. 

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                              Captulo 11
                                    
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* Ttulo da Pgina: Harry Potter e o Toque de Prometeu  *
Transcrita em 23/9/2001



Captulo 11 - SNAPE DESAPARECE 

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Sheeba perguntou para Dumbledore onde Snape fora e ele respondeu-lhe que
ele fora apagar o feitio no segundo andar. Sheeba correu e viu que o
incndio fora apagado, mas Snape desaparecera. Harry, que a seguira,
desatou a correr na direo da torre de Grifnria, rapidamente passou
pelo retrato da mulher gorda, e subiu as escadas para seu quarto.
Ofegante, abriu seu malo e tirou de l o mapa do maroto, que
rapidamente ativou. Procurou Severo Snape no mapa e o achou exatamente
um segundo antes que ele desaparecesse. Snape tinha sado de Hogwarts
pela passagem do salgueiro lutador.    

Harry desceu correndo com o mapa na mo e foi direto  Sheeba, a quem
explicou atabalhoadamente o que acabara de ver. Algum ps a mo no seu
ombro e ele viu que era Alvo Dumbledore. Ele disse:      

- Harry, vamos  minha sala. Sheeba, tente achar Snape.         

Deja v. Harry ao sentar na mesa de Dumbledore sabia exatamente o que
ele ia dizer. Vira parte desta cena dois dias antes no pensieve de
Sheeba.

- Voc j sabe que no pode deixar Hogwarts de jeito nenhum, correto? Em
hiptese nenhuma eu quero voc tentando bancar o heri, Harry. J estou
arriscando Sirius e Lupin que esto atrs de Wormtail sob grande risco
pessoal, e no quero voc matutando formas de sair desta escola e tentar
descobrir o que est acontecendo. Ano passado voc escapou por muito
pouco. Agora que Voldemort est de volta, s sob minha vigilncia voc
est protegido. Voc entende?

- Eu sei disso, Professor. H dois dias atrs estive com Sheeba e ela me
mostrou exatamente esta cena em seu pensieve.   

- Entendo, mas quero deixar bem claro, Harry, que voc precisa ficar
aqui e quieto, longe de encrenca. Est certo?  

- Est.         

Nesse momento algum bateu na porta da sala e Dumbledore mandou que
entrasse. A cara feia e deformada de Moody Mad Eye apareceu no vo da
porta e cumprimentou os dois. Ele entrou e disse que uma aluna havia
desaparecido. Dumbledore perguntou quem fora, e a resposta fez o corao
de Harry disparar:

- Cho Chang. 

[]

Sheeba corria pela passagem do Salgueiro lutador apertando o boto de
Sirius na mo direita, a varinha com uma chama na ponta na outra mo 
frente iluminando-lhe a passagem. Mentalmente, repetia: "Por favor,
Sirius, impea-o".

[]         

Sirius corria em forma canina na direo onde Lupin fora, passou por uma
porta azul sem a mnima vontade de conferir o que havia l dentro,
depois avistou uma outra porta amarela e acelerou mais, as patas batendo
pesadamente no cho. Avistou Lupin no fim do corredor diante da porta
verde, com a mo na maaneta e deu um latido alto, assustando Lupin.
Saltou sobre ele, voltando  forma humana antes de derrub-lo no cho.


-Pode me explicar porque voc me atacou, Sirius?        

- No entre a.  uma armadilha para voc.      

- Quem te disse isso?   

- Sheeba, ontem. Ela disse que se voc entrar a, morre. Voc pretende
conferir?

- Realmente, no tenho motivo nenhum para duvidar dela, mas no acho
prudente voc entrar a sozinho.      

- E o que voc espera que eu faa?      

- Tente desaparatar e achar Sheeba ou Dumbledore.       

- Acho que  impossvel desparatar aqui de dentro. Isso  uma verdadeira
fortaleza, no ia ser vulnervel a algo to prosaico.      

- Mesmo sendo algo bolado por Wormtail, tenho que admitir que ele sabe
fazer como um bruxo perder tempo. Eu entro, voc volta daqui. Encontre
Sheeba.

[]         

Em Hogwarts, rodeado por Rony e Hermione, Harry sentia um bolo na
garganta. Se algum queria faz-lo sentir-se arrasado, realmente
conseguira. Podiam lev-lo, mas porque fazer isso com Cho? Ela nem era
apaixonada  por ele, ele sabia disso. Ela gostava ainda de Cedric
Diggory, mesmo passado quase um ano que ela e o Capito de Quadribol da
Lufa Lufa tinham sido namorados. Ele percebera isso na ltima vez que a
vira. Harry pensou: se ela morrer ou se machucar por minha causa,
realmente quem vai parar no St Mungos louco sou eu.      

- Ser que Snape levou Cho Chang? - Rony olhava apreensivo para Harry.  

- Ele saiu sozinho pela passagem, eu vi no mapa.        

- Alm disso - completou Hermione - Snape est do nosso lado.   

- Hermione, lembra que Sheeba disse que Snape a decepcionou?    

- Rony, isso foi quando ela pensou que ele tivesse feito um feitio de
confuso nele mesmo.     

- E se ele fez, e se foi ele que levou embora o gelo de confuso de
Harry?

- Rony, Hermione, temos que fazer alguma coisa. Acho que o nico jeito
seria seguir Snape. Ele pode ter visto quem levou Cho e ter ido atrs,
como ele estava seguindo, provavelmente a pessoa que sequestrou Cho j
estava fora do mapa quando eu o consultei.         

- Harry - Rony comeou - Lembra que Sheeba disse que vira algo sobre
Snape?

- Sim! Ela disse que ele ia para Londres!- lembrou Hermione.    

- Genial... no sabemos ainda como desaparatar e estamos h quilmetros
de Londres, o que nos deixa na mesma - Disse Harry mal humorado.
Hermione olhava o olho de tigre e viu que naquele instante Lupin
aparatava diante de Sheeba.

- Existe um meio - Ela disse - Eu tenho um plano. 

[]         

Sirius abriu a porta e olhou. Estava numa sala completamente escura. De
repente a luz se acendeu e cegou-o (luz eltrica? Ele pensou) No exato
instante que ele abriu os olhos escutou um estrondo e viu um homem
atirando nele com uma pistola. Sentiu algo macio bater em seu ombro e
cair no cho, ento lembrou-se do que Sheeba dissera sobre a roupa que o
emprestara. Aquilo era uma bala de trouxa. E o homem continuava
atirando.  Sirius abaixou-se atrs de uma mesa e viu que aquela sala no
era uma sala mgica. Na verdade tinha todas as caractersticas de uma
sala de trouxas... at telefone, em cima de uma mesa. Olhou para uma das
balas que o homem atirara nele e que cara no cho, e  descobriu porque
Lupin no podia entrar ali: as balas que o trouxa atirava eram de prata.
Pensou um instante no que fazer e olhou o trouxa pelo vo da mesa. Ele
estava obviamente sob um forte feitio Imperius. Ento, o bruxo que
conjurava o feitio no podia estar longe...  No podia fazer nada que
pusesse a vida do trouxa em perigo, no queria ter uma morte para ter
que explicar ao ministrio da magia, e provavelmente quem o atrara at
ali sabia disso. Ouviu uma voz dizer ao trouxa, vinda do nada:   

- A cabea, imbecil, atire na cabea dele e no erre.   

Conhecia aquela voz, Wormtail! No sabia se o que tentaria a seguir
funcionaria, mas de quaquer forma, lembrou-se que Sheeba disse que
sairia vivo dali.

- Expelliarmus! - Sirius disse, a arma na mo do trouxa saiu voando e
veio depositar-se bem na mo dele. Viu que o trouxa usava uma roupa de
policial e escutou uma voz dizer ao lado dele:     

- Imbecil! Voc vai ver! Crucio! - O policial comeou a se contorcer de
dor e Sirius pensou que Wormtail devia estar escondido sob uma capa de
invisibilidade. De repente viu algo que podia ajud-lo: o teto estava
coberto de sprinklers. Sem perder tempo, Sirius transfigurou a arma em
uma bombinha de fogo filibusteiro e atirou-a para o teto. Ela explodiu
fazendo com que os Sprinklers comeassem a jorrar gua, e ele viu num
canto um vulto onde a gua batia.

- Impedimenta! Sirius apontou para o vulto, mas este abriu uma porta
atrs de si e saiu pelo que parecia um corredor. Antes de ir atrs dele,
Sirius olhou o trouxa e certificou-se que ele ia ficar bem. Havia gua
por todo lado, e Sirius improvisou um feitio para parar os sprinklers.
No fazia muito sentido, eles estarem ali... provavelmente a porta da
sala do subterrno era um portal que levava a outra sala, em algum
prdio de trouxas. Saiu pela mesma porta que Wormtail e viu que saa
exatamente pela porta laranja dentro do labirinto. Sem dvida estivera
em prdio de trouxas e agora saa de volta por outro portal. Tudo para
confundir, ele pensou. Menos duas portas. Uma delas deve levar adiante.
Resolveu tentar a porta do diabrete. Abriu-a com cuidado e gritou,
apontando para dentro:

- Impedimenta! - No havia mais nenhum diabrete na sala. O feitio de
Sirius bateu em um espelho e voltou, quase o atingindo. Era uma sala
coberta de espelhos. - S pode ser aqui - pensou. 

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                              Captulo 12

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* Ttulo da Pgina: Harry Potter e o Toque de Prometeu  *
Transcrita em 23/9/2001



Captulo 12: RATOS! 

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Harry, Rony e Hermione tentavam disfarar para no chamar ateno de
ningum. Harry tinha a capa de invisibilidade oculta dentro do peito.
Estavam sentados no salo comunal de Gifnria, imaginando o que iam
fazer para sair dali sem serem vistos. Todos os alunos haviam sido
terminantemente proibidos de sair de suas casas, e isso os deixava
presos no salo, longe das duas passagens que poderiam lev-los para
fora de Hogwarts. O sol se punha lentamente atrs das montanhas em
volta. Ento, Hermione comeou a pr o plano em ao. Levantou-se da
poltrona onde estivera e discretamente, ps um feitio na caneca de
chocolate quente que Neville tomava (perdo, Neville, pensou, ainda bem
que voc concordou) Imediatamente o lquido dentro da caneca explodiu e
Neville ficou coberto de chocolate quente, que Hermione esfriara o
suficiente para apenas molh-lo.
Imediatamente a Professora Minerva apareceu dizendo:

- Mas o que? Longbotton, como voc consegue destruir tanto as coisas?
Vamos, eu vou lev-lo para Madame Pomfrey para que ela veja se voc se
machucou. - Mais que depressa, Harry que j havia se vestido com a capa
de invisibilidade quando todos estavam assustados com Neville, saiu
atrs dos dois, passando junto com eles pelo buraco do retrato. Pouco
tempo depois a Prof Minerva retornou, para voltar a vigiar os alunos.
Harry ficou esperando ento que Neville voltasse. Cerca de dez minutos
depois Neville passou por ele, que agradeceu sussurrando e abriu o buraco
do retrato. Hermione e Rony saram bem a tempo de Harry cobr-los com a
capa e evitar que a Mulher gorda visse que eles haviam sado.

- E agora? - Perguntou Rony- Qual passagem usamos.      

- A do salgueiro lutador  a mais indicada - disse Harry - a outra pode
ter algum professor ou o Filch por perto. Obrigada por ter usado seu
charme em Neville para faz-lo aceitar, Hermione...    

- Vamos rpido, Harry.  

Saram do castelo p ante p sob a capa de invisibilidade como j haviam
feito outras vezes antes (deja v, pensou Harry de novo) Passaram por
trs de Hagrid, que guardava o castelo pelo lado de fora e se
aproximaram lentamente do salgueiro lutador, antes procurando um galho
comprido o suficiente para tocar o n que paralisava o salgueiro. Ao
encontrarem, Rony tirou um brao de dentro da capa e esticou o galho at
tocar no n. O salgueiro parou e os trs entraram rapidamente pela
passagem. Ao livrarem-se da capa, desataram a correr pela passagem que
saa na casa dos gritos.

[]         

Sirius olhou desconfiado para os espelhos dentro da sala, que era
circular. A porta atrs de si  fechou-se com um estrondo, tornando-se
tambm um espelho. Entre os objetos mgicos mais perigosos que conhecia
estavam os espelhos mgicos, capazes de mexer com as vontades, os medos
e as frustraes, capazes de enlouquecer, de confundir. Ele olhou a sala
e constatou que haviam espelhos no s nas paredes como no teto e no
cho. Quem fizera aquela sala tinha a inteno de fazer qualquer feitio
usado dentro da sala voltar-se contra quem o conjurara. "Pense, Sirius"
ele pensou... e viu que ali simplesmente no conseguia raciocinar. Olhou
para um dos espelhos e surpreendeu seu prprio olhar. Mas no era ele
agora.

Viu-se aos dezesseis anos  danando num baile em Hogwarts, com Sheeba.
Virou-se rapidamente e se viu em outro espelho, no fundo de uma cela em
Azkaban, os olhos insanos encarando-o. Fechou rapidamente os olhos
(pense, Sirius). Abriu-os de novo e reviu o dia que surpreendera
Wormtail em um beco. Fechou-os de novo rapidamente (Pense! Pense! PENSE,
DROGA!) Ento, antes que seu raciocnio fugisse, transformou-se em co.
Abriu os olhos e viu que todos os espelhos refletiam a mesma coisa: um
co. S ento conseguiu ler uma inscrio que rodeava toda a sala: "CADA
ESPELHO  UMA PORTA, CADA PORTA  UM ESPELHO. A PORTA CERTA  SUA PIOR
ESCOLHA". Tinha que voltar  forma humana.         

Sirius ergueu os olhos lentamente para cada espelho. Cada um deles tinha
uma cena de que se recordava... uma cena da infncia, quando recebia a
carta de Hogwarts, uma cena da adolescncia, com Sheeba, e cenas
posteiriores. Olhou para a cena em que surpreendia Pedro Pettigrew.
Talvez aquela fosse sua pior escolha, afinal foi a que o levou a
Azkaban... ento prestou ateno no espelho anterior, que mostrava-o uma
tarde muito bonita, antes da morte de Llian e Thiago. Ele estava
sentado diante dos dois, o pequeno Harry estava sentado nos seus
joelhos, brincando com os botes de sua jaqueta... sua cabea se
iluminou e ele correu para este espelho: aquela cena era do dia em que
convencera Llian e Thiago a deixar Pedro Pettigrew ser seu fiel do
segredo.

[]         

-Muito bem, Hermione, o que a gente faz agora, j que voc tem um plano
- Rony perguntou, estavam dentro da casa dos gritos, em Hogsmeade.


Hermione tirou a chave da casa de Sheeba da mochila e pediu que dessem
as mos. Girou-a e em um instante estavam dentro da casa de Sheeba.


- Intrusos! - era a voz de Smiley, o elfo domstico que vinha correndo
na direo deles, a fria nos olhos azuis gigantescos.     

- Smiley! Sou eu, Harry!        

- Harry? Harry Potter? Ah, sim perdes perdes senhor, Smiley  um elfo
mau - Harry j conhecia muito bem este tipo de imprecao, Dobby, o elfo
domstico que era seu amigo fazia-as o tempo todo.

- Muito bem, o que os senhores querem? - Harry e Rony olharam para
Hermione, afinal, o plano era dela.

- Smiley - disse Hermione - Precisamos que voc nos mostre onde fica a
garagem.

[]         

Sirius entrou pela porta em um corredor escuro de paredes midas, como
os corredores de Azkaban. Do teto pendiam grandes  fios de musgo negro,
todo ele cheirava a mofo. Mal dava para enxergar um passo a sua frente.


-  Lumos! - As paredes iluminadas mostravam centenas de insetos andando
juntos, baratas, traas, lacraias. Sirius avanava com os olhos fixos 
sua frente. O corredor era reto, e no dava para ver nada a sua frente.
De repente o cho cedeu debaixo de seus ps, e ele deslizou por alguns
minutos, at que caiu numa cmara circular com paredes de pedra. A
cmara era alta como um silo de moinho, e ele viu que as paredes eram
cheias de buracos exatamente iguais aos de onde ele cara. A cmara
parecia totalmente deserta, mas ele sentia o cheiro de Wormtail, sentia
o seu cheiro azedo de rato. Uma nvoa fria e estranhamente escura cobria
o cho.

Um guincho alto e agudo ecoou pela cmara. Sirius sentiu que o cho
tremia. Imediatamente de cada buraco na parede comearam a cair dezenas,
centenas, milhares de ratos gordos e negros, alguns do tamanho do
antebrao de um homem adulto. Rapidamente, eles comearam a correr na
direo de Sirius, que apontou a varinha para o cho e gritou:

- Aeros! - Imediatamente ele levitou cerca de trs metros, perscrutando
em volta para saber de onde viera o guincho de Wormtail, o que era
intil, pois agora ouviam-se guinchos por todos os lados.     

- Expelliarmos! Disse uma voz nas sombras. A varinha de Sirius voou de
sua mo e ele despencou do ar, ainda balanou cerca de um segundo,
porque vestia a veste mgica de Sheeba e ento caiu no cho, de costas.
Antes que  pudesse fazer qualquer coisa, centenas de ratos o cobriram.
Ele ainda viu um homem saindo de uma capa de invisibilidade num canto da
cmara. Ento, tudo tornou-se escuro.

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                              Captulo 13

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* Ttulo da Pgina: Harry Potter e o Toque de Prometeu  *
Transcrita em 23/9/2001



Captulo 13 -  A MOTOCACHORRO

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-Hermione, voc ficou MALUCA? Voc acha que realmente conseguiremos
chegar a Londres na moto de Sirius? - Rony disse, ele Harry e Hermione
estavam na sala da casa de Sheeba, diante de um apavorado Smiley que se
recusava terminantemente a abrir a garagem para os trs, no porque no
confiasse neles, mas porque no queria de jeito nenhum encarar a
"motocachorro" como ele dizia.

- Rony, no temos outra chance... Se voc acha que no vai dar certo,
voltamos a Hogwarts e deixamos tudo com Sheeba... veja - ela mostrou-lhe
o olho do tigre onde Sheeba aparecia correndo por um tnel do metr.


- Como  que ela te deu isso?   

- Ela confia em mim.    

- Oh, sim! E voc vai trair a confiana dela roubando a motocicleta de
Sirius daqui...

- Hermione - interrompeu Harry - como voc pretende guiar a moto? Voc
j fez isso antes?  

- No, mas eu tenho um palpite sobre isso.      

- Lindo, Harry! Voc j quebrou o pescoo hoje? Hermione est nos
convidando para isso.

- Agora escutem os dois. Venham aqui. Hermione puxou-os at uma porta
lateral e abriu-a. Eu vi Sheeba coloc-lo aqui mais cedo - abriu a porta
e eles puderam ver dentro de um quarto um grande lobo enroscado dormindo
-  o professor Lupin. Acho que ele no vai poder ajudar. Snape sumiu.
Dumbledore est na escola. Quem pode tentar alguma coisa?    

- Mas e Cho?    

- Tenho um palpite que quando resolvermos esta histria, a achamos
tambm.

- Hermione, o que est acontecendo? Voc nunca foi de ter palpites,
pressentimentos, essas coisas - Rony a olhava desconfiado.       

- Est bem, eu conto. Eu sou uma farejadora.    

- O qu? Uma farejadora? - Harry e Rony disseram ao mesmo tempo.        

- Exato. Por isso Sheeba me entregou este olho de tigre e... - Hermione
olhou a jia e viu que o reflexo se apagara. - Meu Deus! O reflexo
sumiu. Precisamos nos apressar. Smiley, por favor, me explique como
chegamos  garagem!

- No! Motocachorro vai matar vocs trs! No pode dizer, no pode!     

- Smiley - Hermione parecia furiosa - Eu tenho a chave da casa de sua
mestra e eu trabalho com ela. EU ESTOU MANDANDO!!!!!!!

Os olhos do elfo baixaram e ele disse:  

- Est bem... obrigao de Smiley como elfo servir aqueles que sua
mestra confia... Toma: chave de garagem, chave de motocachorro, chave de
teto, chave de corrente.... - Haviam cerca de dez chaves, e cada uma
abria algo diferente. Ele entregou as chaves e se escondeu atrs de um
mvel, com muito medo.

-  Hermione, para quem ama elfos domsticos voc foi bem dura com Smiley
- implicou Rony    

Entraram na garagem e a moto automaticamente fez um barulho, como se seu
motor acelerasse. Harry nunca tinha visto uma motocicleta daquele
tamanho. Era realmente enorme, negra e prateada. Agora entendia porque
Hagrid a usara para lev-lo  Rua dos Alfeneiros quando ele era um beb.
Provavelmente era o nico veculo do mundo proporcional ao tamanho de
Hagrid. E ouvindo o som semelhante a um rugido que a moto fazia, pensou
que Hagrid iria, no mnimo, adorar ter uma moto como aquela.

- Como Sirius usa essa coisa? - Rony perguntou.  meno do nome do
dono, a moto deu uma grande acelerada, e desta vez Harry achou que
realmente era idntico a um latido. Olhou para Hermione, que dera a
volta na moto e  olhava sria para os dois faris que haviam na frente.
Os faris acenderam-se e Hermione fechou os olhos, a moto pareceu rosnar
outra vez.

- Ol! - Ela disse - Voc tem saudades do seu dono, no tem?    

A moto acelerou e morreu diversas vezes.        

- Voc tambm no gosta de ficar presa, no ?  

A moto pareceu novamente concordar.     

- Que tal se eu te levasse para um passeio?     

Ouviram-se barulhos descontrolados de motor, semelhantes a um co
latindo excitadssimo.        

- Em quantas horas voc me leva a Londres?      

A moto deu duas breves buzinadas.       

- Duas horas daqui para Londres? - Rony disse - Isso no pode ser
verdade. - A moto tornou a rosnar e Hermione olhou-o de cara feia e
disse s com os lbios, sem emitir som: "No a ofenda, pombas!"    

- Veja, estes so Harry e Rony... Ns vamos te soltar, mas voc vai
ficar quietinha, t? Eu prometo a voc que quando chegarmos a Londres
voc vai ver Sirius. - Isso fez com que a moto realmente se
descontrolasse. Harry poderia jurar que ela babava.     

Enquanto iam abrindo os diversos cadeados que prendiam a moto ao cho,
Harry perguntou:         

- Como voc soube que a moto de Sirius era um cachorro?         

- Na verdade eu achei que ela fosse capaz de encontrar Sirius sozinha,
este tipo de objeto mgico  costuma ser muito apegado ao dono. Quando
Smiley a chamou de motocachorro, eu achei que pudesse tentar alguma
coisa. e usei um pouco do meu faro da verdade para ver o que ela queria,
e isso no foi muito difcil. Eu tive um cachorro e quando ele ficava
muito tempo preso s pensava em sair correndo.

Rony acabava de abrir o teto. A moto estava presa apenas por uma
corrente, a roda traseira j estava quase um metro distante do cho,
rodando excitadamente. Acima deles, a lua cheia brilhava no cu. Harry
teve uma idia e perguntou a moto:

- Voc pode nos levar at Sirius? ele est em Londres   

A moto deu um ronco fundo e potente, parecia um sim. Subiram na
motocicleta, Harry na frente, Hermione no meio, Rony atrs.        

- Segurem-se - disse Harry. Soltou o cadeado e a moto disparou como uma
bala, verticalmente em direo ao cu. Foi impossvel deixarem de
gritar. Quando estavam muito alto (haviam passado muitas nuvens), ela
acelerou e embicou para a direita, como um jato, Voou ento por cima de
Hogsmeade, roncando alto e voando em direo a Londres.

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                              Captulo 14

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* Ttulo da Pgina: Harry Potter e o Toque de Prometeu  *
Transcrita em 23/9/2001



Captulo 14 - COMO JOO E MARIA

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A conscincia de Sirius foi voltando aos poucos. Ele estava imerso at o
pescoo numa substncia que se movia ruidosamente ao seu redor... sentia
s vezes algo belisc-lo. Ouvia barulhos estranhos... sentia um cheiro
repugnante. Azedo.

Ratos. Sirius abriu os olhos e viu que estava mergulhado em uma espcie
de piscina cheia at a boca de ratos. O peso dos ratos o impedia de
mover-se. No estava mais na cmara circular, mas num lugar amplo, mido
e iluminado por uma luz estranha e avermelhada. Era uma grande caverna
subterrnea, alta como uma catedral. Ouviu uma risada nojenta e viu,
parado na beira do buraco, O vulto baixo e gordo de Wormtail:     

- No  que o grande, arrogante e antiptico Sirius Black caiu na minha
armadilha pela segunda vez?       

- Pedro... Como voc est diferente da ltima vez que eu te vi. Se no
me falha a memria, voc naquela ocasio suplicou para que eu no te
matasse...

- Como as coisas mudam, no, Sirius? o mais chato  que voc vai morrer
como um renegado. Nenhuma redeno, sujo, esquecido e odiado como um co
vadio... no  irnico? Eu, o pulha, o medocre estou vivo e tenho uma
fama que no me faz jus... voc que sempre foi nobre, cheio de
admiradoras nos tempos de Hogwarts  temido como um grande assassino.


- Quando eu sair daqui, no vou cometer os mesmos erros... espero que
seu corpo seja suficiente para mostrar quem era o canalha... ainda mais
com essa marca sinistra e esse seu bracinho novo... presente do seu
mestre?

- O meu mestre honra queles que o obedecem. Onde est o seu querido
mentor?

- Wormtail, eu gostaria de saber... todo esse aparato no  para me
pegar, no  mesmo? Voc nunca se preocupou com isso, sempre se
preocupou mais em fugir de mim...    

- Na verdade o importante so estes meus amiguinhos que esto a te
fazendo companhia. Eles so a chave de todo o problema.    

- Como voc fica feliz entre seus iguais!       

- Sirius, estes ratos que voc despreza vo destruir Londres.   

- Como? Vo ro-la at cair?    

- Eu demorei um ano aperfeioando uma praga perfeita para matar
trouxas... e a coloquei nestes ratos. Cada rato deste consegue sugar a
energia vital de dez trouxas... Quando eu tiver me livrado de voc,
soltarei-os em Londres e Chamarei meu mestre para ver a destruio que
eu provoquei... mas antes, eu pegarei Harry Potter... pena que voc no
vai viver para ver, Sirius.

- Eu achava que Voldemort era o sujeito mais maluco que conheci... agora
vejo que voc  pior que ele...  

- Daqui h algumas horas, quando meus ratos tiverem sugado sua energia,
essa ironia toda vai ter desaparecido, Sirius.      

- No sinto nada, seu babaca. Seus ratos devem estar com problemas...   

- Como a energia de um bruxo  diferente, eles demoram mais para
mat-los. Eu vou dar uma ajuda a eles... Cru... - Wormtail no terminou
de dizer a palavra. Um grande vulto branco surgiu das sombras e saltou
sobre ele. Antes que ele soubesse como, a pata de um grande tigre
siberiano estava sobre seu pescoo. O tigre transformou-se em Sheeba,
que apertava o pescoo dele. Com a mo direita, ela segurava a varinha
diante de seu corao.

- Voc no sabe como  bom segurar seu pescoo e saber que voc tem um
beijo de dementador no seu destino, Wormtail....         

- Er... Sheeba...  gasp... solte-me. Eu no queria...   

- Ah, sim, voc queria sim, voc sempre quis ferrar Sirius, no ?
Inveja, como voc tinha de Thiago Potter tambm. At de Lupin voc tinha
inveja... daria tudo para trocar de lugar com ele, ser um lobisomem, no
 mesmo? Qualquer poder para voc serviria, at mesmo uma maldio.  

- Sheeba. Piedade!      

- Como eu tiro Sirius dali?     

- Calma, eu explico!    Neste momento, Sirius, que at ento estivera
rindo viu um vulto encapuzado aproximando-se por trs de Sheeba. Era o
outro Death Eater.         

- Sheeba! Atrs de voc!        

No houve tempo. antes que Sheeba pudesse fazer qualquer coisa, o Death
Eather desarmou-a e arrancou sua mscara, mostrando o rosto.      

O rosto de  Severo Snape. 

[]         

Harry, Rony e Hermione viram luzes surgindo no horizonte. Estava bem
frio l em cima. Rony sentia-se, um pouco a contragosto, excitado
sentindo o seu corpo roando-se no corpo de Hermione... Hermione, por
sua vez, procurava no tomar conhecimento das vezes que sentiu com um
certo arrepio a respirao de Rony esquentar-lhe ligeiramente a
nuca...Harry  frente da motocicleta, no conseguia pensar em nada por
muito tempo... j sentira isso algumas vezes... lutava contra a idia de
ver algo acontecer a Cho Chang, receava que ela estivesse em grande
perigo.

A moto aproximava-se de Londres rapidamente. Ocorreu a Harry que teriam
problemas se os vissem voando nela, e , com ajuda de Hermione, cobriu o
que pde com a capa de invisibilidade... No ficou realmente muito
oculto, mas era melhor que nada... Passaram na frente do Big Ben e
puderam ver a hora: dez da noite.  Harry disse  moto:   

- Muito bem, voc pode farejar o Sirius?        

A moto deu um grande ronco como resposta e mergulhou, fazendo que
Hermione fechasse firmemente os olhos e apertasse com fora o brao de
Rony, que passava por sua cintura e prendia-se a Harry. Nada os preparou
para o que veio a seguir. A moto pousou numa rua movimentada e acelerou
mais ainda, passando como uma bala por entre carros, mas parecia que
eles desviavam dela quando  passava, Harry j havia visto isso antes em
algum lugar... sim, claro, era como andar no noitibus, mas s que mais
rpido! Deja v de novo...      

A moto entrou por uma estao do metr, aparentemente sem se importar
que as escadas do metr no eram para motos, ainda mais motos de dois
metros de altura, e passou feito uma bala pela roleta... eles ficavam
surpresos ao ver que nada acontecia  passagem da moto, as coisas
simplesmente desviavam dela... Rony apavorado disse, quando viu a moto
rodar para dentro de um tnel:

- Isso decididamente no vai dar certo...       

Mas a moto empinou e comeou a rodar em duas rodas, para desespero dos
trs que gritavam na garupa de medo... quando luzes se aproximaram no
fim do tnel, seus gritos se tornaram de puro terror, e no melhorou
muito o fato de no ltimo segundo antes de uma coliso com o trem que
vinha em sentido contrrio a moto enfiar-se por um tnel lateral que
surgiu como por encanto  direita... ela continuou rodando mais veloz
at que derrapou de lado em frente a um desabamento na parede. Os trs
caram no cho. Hermione desmaiou. Rony debruou-se sobre ela, que
murmurou:

- Estou bem... mas acho que vou vomitar.        

- S voc? - Disse Rony -adivnha o que o Harry est fazendo neste
minuto?

Depois de alguns minutos, eles se ergueram e olharam para a moto que
acelerou e morreu diversas vezes.  

- timo, vira latas! - Disse Rony - Voc nos trouxe para um beco sem
sada.

- No  um beco sem sada - Hermione respondeu - Eu vi Sheeba chegar
aqui pelo olho do tigre... isso  uma barreira como a da plataforma 9 
... Depois dela o olho de tigre apagou.        

- Vamos entrar logo ento! Harry correu em direo  barreira e a
atravessou. Rony e Hermione fizeram o mesmo.Hermione viu que seu olho de
tigre apagava tambm. Quando chegaram em frente  porta havia um bilhete
flutuando no ar:

"SIGAM AS INSTRUES!"  

- Isso deve ter sido Sheeba - disse Harry ela deve saber que viramos
atrs deles.      

Foram descendo a escada e encontrando bilhetes iguais que diziam
palavras mgicas como "impedimenta", que eles iam repetindo e desarmando
feitios que eles nem viam s vezes. Muito rapidamente chegaram ao lugar
com os dois corredores. Um bilhete dizia: "PRIMEIRO  DIREITA -  FINJAM
NATURALIDADE AO ENTRAR PELA PORTA VERDE E SAIAM DA SALA PELA PORTA DO
ARMRIO"

- timo!- Disse Rony animado.- Ela nos deixou instrues!       

- Como na histria de Joo e Maria, disse Harry, rindo.         

- Que histria  essa?  

- Esquece - Harry falou ao lembrar que na Histria de Joo e Maria a
Bruxa era m.      

Entraram pela porta verde e havia um homem, um trouxa, limpando a sala:

- Ei, vocs vo arruinar minha limpeza! J no basta um maluco ter
soltado uma bomba aqui hoje de tarde?     

- Tudo bem- disse Harry- ns s queremos entrar no armrio.     

O homem observou eles entrarem na porta do armrio e ento sacudiu a
cabea:

- Ei vocs no podem entrar... - abriu a porta e descobriu que os trs
adolescentes tinham simplesmente sumido 

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                              Captulo 15
                                    
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Transcrita em 23/9/2001



Captulo 15 - OS DOIS SNAPES 

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Saram pela porta laranja onde havia um bilhete flutuando: "SIGAM AT A
PORTA AMARELA" Correram at l e antes de entrar leram um novo bilhete:
"DEIXEM QUE HERMIONE ESCOLHA".  Entraram na sala dos espelhos, onde cada
um via imagens diferentes do outro nos espelhos. Hermione olhou a
inscrio: "CADA PORTA  UM ESPELHO, CADA ESPELHO  UMA PORTA. CONHECE A
TI MESMA?  A ESCOLHA CERTA  AQUILO QUE VOC MAIS TEME", ela no sabia,
mas assim como as imagens, cada um lia uma frase diferente. Hermione
procurou lutar contra a sensao de confuso que tentava se apoderar de
sua mente. Ento, viu bem diante de si a Professora McGonnagal dizendo
que ela no era boa o suficiente, que fora reprovada... era o que vira
dois anos atrs quando lhe aparecera um bicho papo... pensando bem, no
era o que ela mais temia agora... olhou e viu-se entre Harry e Rony, que
diziam, voc escolheu errado, Hermione! Abriu esta porta correndo, bem a
tempo de puxar Rony (que acabara de ser encantado por uma veela que via
no espelho) e Harry para dentro    

-Lumos!- Disseram os trs ao mesmo tempo (depois de Harry trazer Rony
para a realidade com uns tapas no rosto) As paredes iluminaram-se e
Hermione deu um grito ao ver a quantidade de insetos. Rony fez o mesmo
quando uma aranha gigantesca passou exatamente por cima do seu p. Um
bilhete luminoso surgiu bem diante deles: "CONTEM DEZ LAJOTAS NO CHO E
PULEM A DCIMA PRIMEIRA. EVITEM A ARMADILHA ONDE SIRIUS CAIU!" Eles
contaram e pularam, um novo bilhete apareceu: "SE CHEGARAM AT AQUI,
CORRAM!". Comearam a correr, ouviam atrs deles algo grande se
aproximando Uma seta flutuando mostrava l na frente um nicho  direita,
onde os trs se jogaram, uma pedra gigantesca passou rolando. Estavam no
meio de uma escada em caracol, levava tanto para cima como para baixo.
No havia bilhete algum ali.

- Ei!- disse Rony - ser que aconteceu alguma coisa com o bilhete?      

-Ou com Sheeba - respondeu Harry - E agora? Vamos nos dividir, Vocs
sobem e eu deso.  

- Nada disso, Harry - Respondeu Hermione- Pode haver uma armadilha em
cima ou embaixo. Vamos subir juntos, depois a gente desce. Subiram cinco
voltas da escada. J estavam ofegantes Quando viram uma porta de
madeira, com um pesado cadeado fechando-a.

- O que ser que tem a? - perguntou Rony - ser uma sada?     

- Tem algum preso a dentro... - Hermione bateu  porta - Tem algum
a?!

- Sou eu! - Respondeu uma voz l de dentro - Snape! Quem est a fora?  

- Cho Chang est a contigo? - Perguntou Harry  

- Quem? - A voz respondeu. Hermione pegou no brao de Harry, ouvira um
barulho. L embaixo, algum comeava a subir  escada. - Seja l quem for
a fora, eu estou preso aqui sozinho, e estou sem minha varinha. Ele a
pegou.

- Ele? Ele quem - os passos continuavam subindo         

- Um outro, com minha aparncia, mas no sou eu! Tentem abrir o cadeado.
a chave est aqui - uma chave surgiu embaixo da porta   

- No faam isso! Uma voz ecoou l de baixo - era a inconfundvel voz de
Snape - ele  um impostor!      

- E agora, Hermione - sussurrou Rony - qual dos dois  o verdadeiro ?
-

No sei! No posso ver os olhos de nenhum dos dois, como  que eu vou
dizer?

- Quem est a em cima? repetiu o Snape n2     

- Como  que voc conseguiu a chave estando a dentro? - Perguntou Harry

- Potter?  voc? Tire-me daqui ou eu te suspendo por fazer perguntas
inconvenientes!

- S tem um jeito de saber - disse Hermione - Harry, abra. - Os passos
do Snape n 2 continuavam subindo, agora mais depressa. Harry enfiou a
chave na fechadura do cadeado, o Snape n  2 apareceu no no ltimo lance
da escada Hermione viu seus olhos e virou-se para Harry:    

- No abra!     

Tarde demais. Algum com a exata aparncia de Snape escancarou a porta e
disse:

- Idiotas!      

- Expelliarmos!  - O verdadeiro Snape bradou de onde estava. Eles se
desviaram bem a tempo da luz branca que desarmou o falso Snape, que
pulou no pescoo de Hermione, agarrando-a.       

- Eu vou te estrangular, sabidinha nojenta!     

- Impedimenta!  - gritou Rony, a varinha quase encostada no peito do
falso Snape, que foi cair do outro lado do quarto, bem aonde cara sua
varinha... Pegou a varinha e apontou para Rony:      

- Avada Kedavra!         

- No! Gritou Hermione, abraando-se a ele. Mas nada aconteceu. O falso
Snape correu por uma porta atrs dele e o verdadeiro os alcanou no
mesmo momento.

- Este a realmente  um incompetente, para a sorte de vocs. -Ele
disse. Harry imediatamente lembrou da aula que tivera sobre o feitio
mortal Avada Kedavra , e como o professor dissera que era preciso muita
mgica por trs da varinha para execut-lo. - Eu consegui me esconder
deles at agora, mas creio que eles prenderam Sirius e Sheeba.
Precisamos ir atrs dele.

- Quem so eles , professor?     

-Um  aquele  imprestvel do Pettigrew o outro realmente no sei - disse
Snape - S sei que usa muita poo polissuco. Estava com a aparncia de
uma aluna quando comecei a segu-lo, agora est com a minha aparncia.


Avanaram para a porta por onde o falso Snape sara, mas neste instante
uma voz invisvel bem atrs deles disse:        

- Expelliarmos! - As varinhas de todos voaram em direo da porta
oposta. Atonos ! Uma chama Roxa cruzou a sala e derrubou a todos,
deixando-os inconscientes.

Na porta , Wormtail tirou a capa de invisibilidade. E comeou a rir
insanamente.

A muitos quilmetros dali, uma bruxa enfermeira deu um grito. A paciente
Sibila Trelawney, inconsciente desde que chegara ao hospital, comeou  a
mudar lentamente de aparncia. Minutos depois, mudou totalmente . Era
agora uma mocinha de seus dezessete anos, cabelos negros e olhos
amendoados.

Se transformara em Cho Chang. 

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                              Captulo 16
                                    
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* Ttulo da Pgina: Harry Potter e o Toque de Prometeu  *
Transcrita em 23/9/2001



Captulo 16 - NA FENDA DOS GRGULAS 

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-Harry, Harry! - Um sussurro despertou sua mente aos poucos... era a voz
de Sirius, tirando-o de um sonho... um sonho com Lord Voldemort. os dois
caam rodopiando nas trevas e ele gritava a plenos pulmes. No sentia
dor em sua cicatriz, ele no estava por perto, ainda no. Harry sentia
seu corpo ser comprimido, como se estivesse entre almofadas que se
mexiam. Abriu os olhos e estava de frente para Sirius, mas seu corpo
estava preso s almofadas, ou o que quer que fosse que o circulava.

- So ratos - Sirius disse - estamos num poo cheio de ratos .  

Harry olhou  sua volta. Ele no sabia exatamente onde estava, mas com
certeza era um lugar arrepiante. Viu Hermione, depois Rony, ambos
inconscientes.  sua frente, de costas para Sirius, bem no meio do poo
viu a parte de trs da cabea de Sheeba, ela parecia inconsciente
tambm, e, ao lado de Sirius, viu o rosto duro e desperto de Severo
Snape. estavam todos dentro de um poo cheio at a boca com ratos.

- Harry, eu preciso saber de uma coisa... voc est se sentindo fraco?  

- No. me sinto normal. Talvez um pouco tonto, mas normal.      

- Voc est usando a roupa que Sheeba lhe deu?  

- Estou.        

-timo, escute o que eu vou te dizer...         

- Ora, ora, ora... Uma reunio de famlia... A voz aguda e guinchosa de
Wormtail enchia a imensa caverna. Ele se aproximou do poo e disse:


- Realmente, fui muito mais produtivo que imaginava... Quem diria que o
velho Wormtail ia pegar de uma vez s dois inimigos e um traidor... Hoje
 meu dia de glria...        

- Pena que ele no v durar muito- Sirius o olhava com olhar desafiador
- Ento, seus ratos continuam no funcionando, veja, nada acontece
comigo, nem com Harry, nem com Snape... parece que seu mestre no vai
gostar disso...

- , mas... temos aqui trs pessoas comeando a morrer... a pequena
Granger... uma inteligncia que se perde.      

- No se perde nada! - Das sombras ao fundo da caverna ouviu-se uma voz
feminina. um vulto vestido de azul aproximou-se.... Sibila Trelawney,
com sua cara fina e chupada e seus olhos de liblula. - Ol Potter. Voc
 convidado da minha iniciao. Alis convidado de honra.       

- Ela no  linda? - A voz estridente de Wormtail entremeou-se de risos.
Ele se aproximou de Sibila e os dois beijaram-se na boca. Harry nunca
sentira tanto nojo em sua vida.    

- Vocs realmente se merecem. So feitos um para o outro.       

- Hoje acaba sua era, Harry Potter - Sibila disse entredentes -
Finalmente minhas profecias vo se tornar verdade... o garoto de ouro de
Dumbledore vai se tornar... passado.        

- E quem te garante isso, Sibila... Voc no  Sheeba, que eu saiba at
hoje s acertou uma ou duas profecias...        

- Quem te disse isso Potter? - Sibila gritou histrica - por acaso foi a
perfeitinha da sua madrinha? A que no erra?        

- Ela nunca errou. Voc nunca acertou, apenas deu sorte.        

- Sorte? Eu te digo quem deu sorte. Eu sempre fui uma aluna aplicada,
eficiente. Quando entrei para escola tinha esperana de prever o futuro,
era fascinada pelas artes... Minha me era uma grande vidente, tinha o
toque de Cassandra... Qual no foi minha decepo quando eu descobri que
nascera sem nada? sem  um pouquinho de viso... Quando fui para
Hogwarts, soube que estudaria com uma menina extraordinria. Eu fiquei
ansiosa para conhec-la... mas ela no era nada extraordinria. Ela
arrogante, distante... me desprezava. Eu a odiei desde o primeiro
momento que a vi, e minha raiva s aumentou com o tempo... ela era uma
vidente conceituada, e eu... bem, riam de mim s minhas costas. Ento eu
me especializei em feitios de confuso... Se eu no podia prever nada,
ningum mais poderia.

- Mas ela desapareceu... Devanesceu, sumiu. Eu agradeci ao Lord das
Trevas: suas artimanhas afastaram de mim o inimigo... Eu me candidatei 
cadeira de professora de adivinhao em Hogwarts, que ela recusara.
Dumbledore aceitou por causa de meus conhecimentos, mas nunca me deu
valor, fui me isolando naquela torre, at que... h dois anos descobri
que finalmente havia feito uma previso correta. Eu soube. Eu sabia que
eles estavam vivos. decidi deixar de ser a grande incompetente e me
tornar uma Death Eather, fui pessoalmente ao Lord das Trevas... escolhi
uma aluna que me procurara para uma consulta e com uma poo polissuco
muito potente e um fluido de delrio, troquei de lugar com ela, simulei
um mal sbito e ela foi levada em meu lugar para o St Mungos, ... eu
ficaria at o dia da minha iniciao, ento, simularia minha morte e a
dela... seria fcil, Eu me tornaria uma falsa morta assim como meu
querido Pedro...e voc Potter, seria considerado facilmente culpado da
morte dela, ns armaramos tudo, nosso plano era perfeito. Depois, eu e
Pedro soltaramos os ratos em Londres, e seramos os maiores assassinos
de trouxas entre os Death Eaters.         

-Ento ela reapareceu...Sheeba. Eu sabia que meus feitios de confuso
corriam perigo, fugi da escola, mas fui seguida pelo maldito Snape... eu
e Pedro imaginamos que tudo ia dar errado, mas voc, seu padrinho e seus
amiguinhos vieram aqui para nos ajudar...enfiaram-se na boca do lobo,
seus imbecis. Agora, vo morrer... - Neste momento, Wormtail invocou


-  Lord das Trevas! Quem te invoca  teu servo mais fiel! Venha, Venha
para mim, Lord Voldemort,  beira do precipcio da fenda dos Grgulas eu
te invoco como h mil anos os antigos lordes convocavam o prprio mal.


A palavra "precipcio", provocou um deja v em Harry... precipcio... o
que tinha demais num precipcio? neste momento, uma dor aguda e quente,
como se lhe partissem a face em dois tomou conta de sua cicatriz...
Pouco acima dele, no lado oposto, Voldemort aparatou. Harry j o vira h
quase um ano, mas lembrava-se perfeitamente da sua aparncia... a mesma
cara de cobra, os olhos oblquos como olhos de gato, vermelhos e
injetados. Suas mos grandes e brancas. Ele aproximou-se do poo e
comeou a rir, sua risada subindo  medida que ele ia vendo quem estava
dentro do fosso.         

-Wormtail... eu nunca esperaria algo assim de algum to pusilnime e
incompetente... Voc me surpreendeu, O prprio Harry Potter... meu
inimigo, e fora da proteo de Dumbledore, Snape o traidor, Sirius, o
heri... E ela... a pitonisa, a ltima.... todos reunidos para o
sacrifcio... Sua noiva merece o que vou lhe dar...

Voldemort aproximou-se de Sibila e pegando seu brao esquerdo,
Cravou-lhe as unhas na carne. A mulher gritou insanamente... O sangue
escorreu pelo seu brao formando uma marca... uma caveira com uma cobra
saindo da boca... a marca das trevas, identidade de todo Death Eather.
Ele comeou a rir alto, a mesma gargalhada que at o ano anterior, Harry
s conhecera em seus pesadelos.  A dor em sua cicatriz era insuportvel.
Voldemort se aproximou da beira do poo.   

-Black... eu sempre achei que fosse te trazer para o meu lado... sempre
rebelde, achava que acabaria te fazendo deslizar... mas voc resistiu,
no foi, resistiu ao meu chamado... foi por causa dela ou de seus amigos
nobres? Creio que nem voc sabe dizer... se os ratos de Wormtail no
acabarem contigo, eu mesmo o atirarei no precipcio, mas antes, vou te
dar uma viso... a morte do ser amado. No de uma vez, aos poucos, com
sofrimento. Eu sei que ela est a h mais tempo que os outros... talvez
nem dure tanto... Crucio! - Harry podia ver o corpo de Sheeba
contorcer-se atrs de Sirius

Harry lamentou que Sheeba tivesse lhe dado aquela roupa... se pelo menos
os ratos o enfraquecessem, assim ele poderia morrer antes de ver todos
que amava serem destrudos... ento, ele lembrou o que a palavra
precipcio lhe lembrava... resolveu arriscar e gritou a plenos pulmes:


- Que grande covarde  o mestre das trevas!     

- Est me desafiando, Potter? - Voldemort parou de torturar Sheeba e
olhou para Harry.- Daqui posso te matar sem precisar toc-lo.      

- Exatamente. Isso  fcil, no? Sem proteo, sem Dumbledore... e ainda
assim, est 2x0 para mim... mesmo que voc me mate agora, eu j te
derrotei duas vezes... comeo a acreditar que mesmo que voc me mate, eu
ganho.

- Mas eu vou te matar, de forma lenta e dolorosa...     

- E covarde, no  mesmo? Indefeso, dentro de um fosso com ratos, voc
nem foi capaz de me pegar, Voldemort... precisou deste a, que quando
foi pego por Sirius no tinha sequer coragem de dizer seu nome...
Solte-me, vamos duelar. - Voldemort comeou a gargalhar     

- Ento, voc insiste em morrer exatamente como seu pai, no  mesmo? Eu
vou fazer sua vontade. Wormtail, solte-o. - Harry procurou ignorar o
olhar de Sirius e Snape, um olhar idntico que dizia: "Ficou maluco???"
Harry foi suspenso no ar por Wormtail, e caiu bem de frente para
Voldemort... Parecia que fora ontem que isso acontecera pela ltima vez
(deja v de novo, pensou Harry). A cicatriz continuava a doer.

- Mas no pense que voc vai duelar com sua varinha, no. Eu sou
inteligente o suficiente para saber que nossas varinhas no podem lutar
uma contra a outra... D a ele outra varinha, Wormtail, qualquer varinha
que no a dele.

Se Harry calculara certo, no precisaria de varinha... atrs de
Voldemort, pouco depois do fosso, uma fenda se abria... ele estava
certo, era a fenda dos grgulas que estudara exatamente aquela semana na
aula do Professor Bins. Voldemort estava de costas para ela, se fosse
rpido suficiente, conseguiria o que queria sem precisar de sua varinha,
ou de qualquer espcie de magica. Apenas de seus reflexos, que afinal de
contas, eram bons...

- Muito bem... Voc comea, Voldemort...        

Voldemort ergueu a varinha ( ...o que voc v? ), Harry atirou a varinha
que estava em sua mo dentro do fosso dos ratos ( ...apenas voc e o
lord das trevas... )  e correu na direo de Voldemort ( ...lutando? ) e
saltou, atirando todo seu peso sobre o corpo dele. ( ...no, caindo ) O
Lord das Trevas perdeu o  equilbrio e ambos rolaram para dentro do
precipcio.

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                              Captulo 17
                                    
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* Ttulo da Pgina: Harry Potter e o Toque de Prometeu  *
Transcrita em 23/9/2001



Captulo 17- GERRD GAMAGLIEL 

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['Vita Primessncia!'- reprimiu um grito de dor, enquanto sentia que seu corao parava por segundos de bater] 

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Snape conseguiu erguer um brao no ar e pegou a varinha que Harry
atirara, antes que Sibila e Wormtail pudessem dizer "Ah", ele gritou:  

- EXPELIARMUS! - as varinhas dos dois voaram para a mo dele, que
entregou uma a Sirius quase sem pensar.         

- tonos!  - Sirius apontou para Wormtail e Sibila, que caram
desacordados

- Aeros!  Ambos levitaram do poo com ratos e rapidamente tiraram os
outros de dentro e l. Snape correu para perto de Wormtail e Sibila
cados e conjurou cordas to fortes, com tanta raiva, que os dois
ficaram enrolados como mmias. Ele e Sirius faziam tudo sem se
falar,apenas agindo, um no tomando conhecimento da presena do outro.
Snape olhou para Rony e Hermione desacordados e encostando a varinha no
peito de cada um disse:  

- Enervate!   - Escutou a voz de Sirius atrs dele dizendo a mesma coisa
com Sheeba e correu para um canto da caverna onde estavam as coisas que
Wormtail retirara de suas vestes.  Voltou correndo com um vidro contendo
uma substncia vermelha que parecia sangue. Colocou uma gota nos lbios
de Hermione, e ela olhou-o sem dizer nada. o mesmo aconteceu com Rony.
Ergueu-se para ver Sirius abraado ao corpo inerte de Sheeba,  beira do
fosso. Ele a apertava com fora e murmurava:

-No morra, Sheeba, no me deixe. - Snape abaixou-se ao lado dela e
pegou seu pulso e pela primeira vez  encarou Sirius, que o encarou de
volta srio, segurando as lgrimas nos olhos. Sentiu  que embaixo da
pele de Sheeba ainda havia uma pulsao fraca, quase imperceptvel e
disse:

- Ela ainda est viva, Black. Voc sabe o que fazer. - Sirius encarou-o
mais uma vez por um segundo, ento apontou a varinha para o prprio
corao e disse:

- Vita Primessencia!  - reprimiu um grito de dor, enquanto sentia que
seu corao parava por segundos de bater. Um calor saiu de seu peito e
chegou a superfcie sob a forma de uma tnue luz rosada, que pulsava no
ritmo de um corao. Sirius equilibrou a luz na ponta da varinha, ento
com muito cuidado depositou-a sobre os lbios de Sheeba, e aproximou seu
rosto do dela. Seus lbios tocaram os dela, que estavam frios. Ele
sentia o calor da luz que tirara de seu prprio corao sobre eles. Sem
hesitar por um segundo, soprou a luz para dentro dos lbios de Sheeba.  

Uma luz suave percorreu o corpo de Sheeba, que tremeu por um segundo.
Snape, que tinha o pulso dela retido sob seus dedos, sentiu que a
pulsao voltava e encarou Sirius novamente. Balanou a cabea mudo, em
assentimento, e no pde deixar de sorrir. Depois de um segundo de
hesitao, Sirius sorriu-lhe de volta. Ela ia sobreviver.       

- Sirius... - Sheeba abriu os olhos e sorriu - Harry...?        

- Shhhh. No fale nada... Voc ainda est muito fraca.  

- Ponha uma gota disso nos lbios dela. - Snape disse e levantou-se,
saindo de perto dos dois        

- V buscar, Sirius... V buscar Harry. - Sirius lembrou-se de uma
promessa que fizera e chamou:        

-Snape, faa-me um favor, por favor. Fique com ela.     

- Aonde voc vai?       

- Vou buscar Harry. 

[] 

Harry tinha cado pela fenda agarrado  Voldemort, que o olhava
surpreso. O bruxo sustentava a varinha na mo bem segura. Harry achou
que ele fosse mat-lo, mas Voldemort riu alto e disse:       

- Ainda bancando o heri, Potter? Achou que fosse me matar na queda?
Achou que fssemos morrer juntos?  

Harry no disse nada, sua cicatriz subitamente parou de doer. Voldemort
desaparatara em pleno ar e ele continuava caindo... Fora muito mais
fcil que ele imaginara... achava que iam cair juntos e morrer, nunca
soubera que se podia desaparatar com os ps fora do cho....na verdade,
lembrara-se da queda da vassoura, quando a vestimenta que Sheeba lhe
dera impedira que se machucasse... mas agora, enquanto caa, avaliava as
probabilidades:

E se a veste tivesse perdido os poderes  como o Olho de Tigre que
Hermione usava?       

E se ela s funcionasse para pequenas quedas? Segundo o professor Bins,
a queda da fenda dos grgulas era de dois mil  metros... ser que algum
j saltara de um Bungee Jump com dois mil metros?        

E se isso tudo estivesse errado e ele no parasse nunca mais de cair???

O diabo era que a queda no terminava nunca, e a ansiedade era muito
pior que a queda em si, caa no escuro, muito rpido para enxergar
qualquer coisa nas paredes... repentinamente, sem aviso, seu corpo foi
erguido no ar, balanou, subiu, desceu, subiu, desceu de novo e quando
ele j estava ficando tonto, despencou suavemente no cho. Que comeou a
afundar.

"No acredito que sobrevivi a essa queda para morrer atolado numa poa
de areia movedia... quem sabe se daqui a dez mil anos no me encontram
fossilizado?" Tentava manter a sanidade enquanto sentia seu corpo
afundando no cho de areia movedia. Uma luz o iluminou e uma mo forte
e grossa de pedra o puxou pelas vestes. A coisa que o erguera o puxou
para o alto e o encarou de frente. Harry pode ver a cara feia de um
grgula de bom tamanho, que o olhava sorrindo.

O grgula puxou-o para cima de uma pedra onde ele estava e
perguntou-lhe:

- Podeis andar?         

- Posso. estou bem, quer dizer, coberto de lama, mas bem.       

- J caram muitos aqui dentro, mas sois o primeiro a sobreviver...     

-  uma queda e tanto...        

- Sois bruxo?   

Harry hesitou um segundo... a ltima notcia que tivera sobre a relao
de bruxos com grgulas no era muito animadora, e, levando-se em conta o
tamanho do grgula, se ele achasse que eram inimigos, Harry estaria em
considervel desvantagem.

- Na verdade eu ainda sou estudante, em Hogwarts.       

- Hogwarts! Conheceis Godric Griffndor, ento?  

- No posso conhecer... ele morreu h mais de mil anos...

- Gerrd esquee que vs viveis menos que ns...   no me apresentei,
mil perdes - O grgula ergueu-se o mais que um grgula podia erguer-se,
pois andava abaixado de joelhos dobrados - Meu nome  Gerrd Gamagliel,
Grgula da stima casa de Gamagliel, do Cl dos Galdino, Gampstone,
Grunjer e Grunhenwald - Disse e abaixou-se numa reverncia. -  E vs ? -
ergeu os pequenos olhinhos de pedra para Harry.

-Harry Potter - disse estendendo a mo - muito prazer. - O grgula
apertou a mo de Harry e perguntou:   

-Quereis desembaraar-te do produto da terra que vos cobre?     

- Como? Ah! A lama... seria bom         

-Segui ento este que vos fala.         

Foram andando ao longo do desfiladeiro que a fenda formava. Era muito
escuro realmente, mas Gerrd tinha uma tocha de fogo sagrado nas mos,
conforme explicou a Harry, aquele fogo era muito antigo e no se apagava
nunca, o que era uma bno levando-se em considerao que ali no havia
luz alguma...Pareciam estar no fundo de um abismo  noite, com um cu
negro e sem estrelas bem acima. Chegaram a uma mina d'gua onde Harry se
lavou, a gua era quente... lembrou-se que estavam to dentro da terra
que s podia realmente ser muito quente. Depois de limpo, perguntou a
Gerrd:

- Como eu saio daqui?   

- Sair?         

- , sair.      

- Vs tendes asas?      

- No.  

- Vassoura?     

- No.  

- s oriental e possuis tapete voador?  

- Tambm no.   

- Ento no sais, Gerrd sente muito, mas ficars preso aqui como Gerrd

S ento Harry lembrou-se que Grgulas podiam voar.     

- Voc no pode voar? - O grgula fez uma cara triste.  

- Na verdade no. No com estas asas. - Virou-se de costas para Harry
mostrando um par de asas. Uma dela estava quebrada pela metade. Sentiu
muita pena de Gerrd, que parecia no saber h quanto tempo estava ali.


- Gerrd pode fazer a vs uma pergunta sem ofensa?      

- Claro.        

- A Guerra. Perdemos, no perdemos?     

- Perderam. E feio.     

- Gerrd imaginava. Gerrd caiu aqui na poca da guerra... depois passou
mais de 200 anos chamando... Quando ver que ningum respondia, achou que
Guerra havia sido perdida. Perdemos muitos?       

- No  pessoal, no  mesmo?   

- No, Gerrd d a palavra.     

- Morreram todos, s sobrou voc...  - Gerrd deu um grande suspiro.    

- Gerrd saber que ia terminar assim. Gerrd s queria confirmar. -
Gerrd comeou a se lamentar, falando mal de seus parentes grgulas
mortos h mil anos, contando complicadas e chatssimas histrias de
briga de famlias entre Grenshills, Grunds, Gladstones... Harry ouvia,
imaginou que devia ser chato ficar mil anos sem ter o que conversar.
Harry julgou ver l em cima algo como uma estrela cadente passar, mas
achou que fosse imaginao sua. Alguns minutos depois Harry viu a luz de
novo, e achou que ela estava descendo rapidamente em direo ao fundo da
fenda. Ficou prestando ateno e de repente percebeu o que era a luz.
Seu corao deu pulos dentro do peito. Ouvia um som inconfundvel junto
com a aproximao da luz. Gerrd percebeu tambm e ficou quieto,
ouvindo. ento disse:

- Gerrd pensa que algum vm resgatar Harry Potter. - Em questo de
minutos, uma silhueta grande foi avolumando-se  e Harry viu pousar bem
na sua frente, gigante, barulhenta e agradavemente amigvel a
motocicleta de Sirius Black.

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                              Captulo 18
                                    
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* Ttulo da Pgina: Harry Potter e o Toque de Prometeu  *
Transcrita em 23/9/2001



Captulo 18 - POR UM JULGAMENTO JUSTO 

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Sirius sorriu para Harry de cima de sua moto e disse, ignorando
completamente a presena do grgula:    

- Suba, vamos.  

- E ele?        

- Harry, isso a  um grgula!  

- Ele  muito simptico, Sirius - Sirius olhou-o incrdulo- No sabia
que voc era to preconceituoso.     

- Acho que voc est andando tempo demais com Rbeo Hagrid.     

- Sirius, ele salvou minha vida!        

- Estou ficando farto desta histria... parece que todo mundo salva a
vida de todo mundo por aqui...       

- Gerrd no quer briga entre pai e filho por causa dele - disse o
grgula humildemente         

- Ele no  meu pai,  meu padrinho - Harry olhou feio para Sirius que o
olhava incrdulo, parecia que Harry resolvera ter seu primeiro surto de
rebeldia adolescente, e justo com ele. Depois de tudo que acontecera nas
ltimas horas, era o fim.

- Harry, no vamos levar um grgula para Hogwarts... no  como carregar
um gatinho para casa num temporal, te garanto.     

- Grard no querer ir, Harry Potter. - interrompeu o grgula.  

- Como? Voc quer ficar aqui?   

- Aqui  a casa de Grard. No h nada fora que Grard queira... Grard
s pede uma coisa a grande bruxo do cavalo estranho que ronca como um
co... podeis reparar minha asa? No vos preocupais! Asas de grgulas
no conseguir levar Gerrd alm da fenda... S querer ir um pouco mais
alto... Um pouco mais alto que o fundo.

Sirius sorriu. Sabia que realmente as asas do grgula jamais levariam
aquele corpo de pedra a mais de dez metros do cho. Sem hesitar, apontou
a varinha e disse:

- Reparo!  - E as asas do grgula apareceram completamente curadas.
Gerrd experimentou as asas com um sorriso, que mesmo em sua face de
pedra, mostrava um jbilo de quem esperara por isso mil anos. Ele
agradeceu e acompanhou Harry e o padrinho at um determinado ponto,
depois ficou acenando enquanto via a luz da motocicleta sumindo na
escurido. No caminho, Sirius foi contando o que acontecera, e como ele
conseguira fazer a moto passar pela barreira, o que fora
consideravelmente mais fcil depois que os Death Eaters tinham sido
postos fora de combate. Quando eles chegaram  superfcie da fenda, ela
estava repleta de Aurors e da polcia do ministrio.

Dois policiais do ministrio vigiavam duas mmias enroladas em cordas
que Harry concluiu serem Sibila e Wormtail. Harry pde ver a um canto
Sheeba deitada em uma maca sendo atendida por um mdico bruxo baixinho,
Rony e Hermione sentados numa pedra, dividindo um cobertor e  Snape
conversando com Alvo Dumbledore, que o ouvia com expresso grave.
Prximo ao fosso dos ratos, Moody Mad Eye parecia fazer um complexo
feitio para isol-los l dentro, no que era observado por Conlio
Fudge, visivelmente nervoso. Este, ao ver Sirius, gritou:      

- Peguem-no!  Sirius Black!    

- No seja ridculo! - Snape gritou - Eu j expliquei que ele  inocente
e agora pode provar!    

- Severo Snape tem razo. - Alvo Dumbledore aproximou-se do ministro da
magia com a mesma expresso grave que Harry vira umas poucas vezes na
vida - Eu venho tentando um julgamento justo para Sirius h dois anos,
Cornlio, e voc vem negando. Agora, tenho o testemunho de bruxos
idneos como Sheeba Amapoulos e Severo Snape e no peo, mas EXIJO um
julgamento justo para Sirius Black. Ele MERECE essa reparao.       

Cornlio Fudge engoliu em seco... no podia fazer nada agora.   

- E ele tem o direito de aguardar o julgamento em liberdade,  o mnimo
que podemos fazer  depois de doze anos trancado injustamente em Azkaban
com os seus dementadores. 

[]         

Depois Harry soube porque ele, Sirius e Snape tinham sido os nicos que
no haviam sido afetados pelos ratos de Wormtail: Snape tinha uma roupa
protetora tambm, e fora ele que ensinara Sheeba a tec-las. Estava em
observao no hospital St Mungos, junto com Rony e Hermione, que tinham
cada um uma garrafinha de soro revigorante flutuando ao seu lado.
Estavam sentados numa sala de estar com poltronas largas, conversando.
Rony e Hermione contaram como Sirius deu o beijo da vida em Sheeba, e
Hermione frisou bem que este feitio custava um ano de vida a quem o
aplicava. Harry por sua vez falou de como Voldemort desaparatara achando
que ele fosse se arrebentar no fundo do precipcio e de seu passeio com
Gerrd, o grgula. Ento, Rony perguntou:         

- Voc sabe quem est aqui tambm, no ? Cho Chang. Ela foi enganada
por aquele inseto da Trelawney, parece que ela estava tentando
comunicar-se com os mortos...       

- Sei. Disse Harry. Depois eu vou visit-la - Mas na verdade no sentia
vontade nenhuma de faz-lo - Porque no vamos ver Sheeba?       

Entraram no quarto de Sheeba, que estava sendo vistada por trs bruxas e
parecia muito melhor agora. Ainda estava muito plida, era verdade, e a
marca em sua testa parecia quase negra agora, mas sorria. As bruxas
conversavam com ela to animadamente que dava para ouvir suas risadas do
corredor. Lupin e Sirius estavam conversando baixo  janela,
eventualmente Sirius dava um olhar aborrecido na direo das Bruxas
(cimes, pensou Harry). O sol batendo no rosto de Lupin mostrava que
como sempre ele tinha olheiras e uma aparncia ligeiramente cansada.


- Harry! - Sheeba exclamou- Venha conhecer minhas amigas: Essas so
Silvia Spring (uma bruxa meio avantajada de corpo, com uma face muito
amigvel e o cabelo realmente muito bonito), Beth Fall (uma bruxa morena
de cabelos negros e olhar malicioso) e Liza LionHeart (Uma bruxa ruiva
de ar aristocrtico e olhar meio distante). Este  meu afilhado, bruxas,
ele no  adorvel? - seguiu-se uma sesso de elogios em que as bruxas o
deixaram muito sem graa comentando sua coragem e ousadia... Harry
procurou olhar para o outro lado, sentindo as orelhas queimando e ento
ele viu...      

Um pouco mais longe da cama de Sheeba, no lado oposto estava a bruxinha
mais adorvel que ele j vira na vida: era bem morena e tinha uma face
larga, com olhos pretos maliciosos, ela olhou-o e deu um sorrisinho
tmido... Harry sentiu imediatamente uma vontade louca de convid-la
para dar uma volta de vassoura. Mal ouviu quando algum disse:   

- Bianca, venha conhecer Harry Potter. -a bruxinha aproximou-se dele e
disse um "oi ", quase inaudvel, que ele respondeu no mesmo tom. s
ento percebeu que ela era filha de Beth Fall e se viu perguntando-se o
que aquela menina estava fazendo fora de Hogwarts...     

- Ela estuda em High Hill, na Esccia,  Harry - disse Sheeba a ele assim
que as bruxas saram do quarto.        

- Quem?         

- Bianca, Harry. Eu vi como voc a olhou.- Disse Sheeba rindo - Mande
uma coruja para ela, acho que ela vai adorar...    

- Por falar em coruja, Sheeba, chegou mais uma para voc... Sirius
segurou com uma cara de cime uma  vistosa coruja negra - acho que voc
se corresponde com muita gente - disse passando-lhe um carto mgico
desejando melhoras, que cantava e danava.         

Logo depois apareceu uma coruja amarelada caolha e Sirius olhou o
remetente do novo carto de melhoras:     

- Quem  Sobrenatural de Almeida?       

- Um amigo meu l do Brasil...  

- Eu digo que  gente demais.... 

[]         

O julgamento de Sirius aconteceu dias depois . Sirius compareceu diante
do Juiz e Alvo Dumbledore apresentou a defesa em cinco minutos,
convocando apenas Snape e Sheeba para depor (o que frustrou um pouco
Rony, que queria muito participar, como sempre), a simples prova da
existncia de Wormtail parecia inocentar Sirius. Quando Avatar
Fernandez, Auror e promotor do ministrio da magia levantou-se, Harry
esperava que fosse comear alguma espcie de debate, mas ele
simplesmente disse:        

- Diante de provas irrefutveis, o Ministrio da Magia retira todas as
acusaes que foram imputadas a Sirius Black, devolvendo-lhe todas as
antigas funes e pede a este tribunal que estude uma condecorao por
mostrar bravura em diversas ocasies.   

Simples assim. Em menos de vinte minutos, Sirius Black estava
totalmente livre.

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                              Captulo 19
                                    
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* Ttulo da Pgina: Harry Potter e o Toque de Prometeu  *
Transcrita em 23/9/2001



Captulo 19 - DE VOLTA A HOGWARTS. 

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Algumas pessoas demoramos anos para amar, outras, amamos  primeira
vista. Harry pensava nisso enquanto assistia o casamento de Sheeba e
Sirius ser celebrado por Alvo Dumbledore em Hogwarts. Avaliando bem,
amara os padrinhos assim que os conhecera, e eles haviam de diversas
formas mostrado que o amavam tambm. Eles eram agora sua verdadeira
famlia, diferente dos Dursley, por quem em anos no conseguira sentir
mais que uma pontinha de considerao.

Sirius e Sheeba pareciam outras pessoas agora, vestidos em bonitas
vestes brancas, Sheeba com uma vistosa grinalda de flores. Ao lado dela,
Hermione e Bianca em lindas roupas de damas de honra cochichavam, e ao
lado dele, Lupin cumpria seu papel de padrinho de casamento, muito
srio, de brao dado a Silvia Spring (at que eles combinam, pensou
Harry). Entre Harry e Rony, Rbeo Hagrid chorava ruidosamente ensopando
um leno do tamanho de uma toalha de mesa:

- No  bonito isso?? Em pensar que eles esperaram tanto... - Rony
revirou os olhos exasperado e Harry sorriu.      

A festa realmente foi muito boa, Rony tirou Hermione para danar e Harry
percebeu que eles no conseguiam parar mais (poo de ps inquietos?),
um pouco distante, Severo Snape assistia tudo srio. Em determinado
momento, Harry viu que ele chamava Sirius a um canto e falava qualquer
coisa, com Sirius encarando-o srio, balanando a cabea em
assentimento. Harry viu que Sirius estendeu-lhe a mo e ele apertou,
distendendo a face no que era quase um sorriso. Sheeba, que aparecera ao
seu lado disse ao seu ouvido:    

- Harry, neste momento o Inferno acaba de congelar...   

- O que, Sheeba?         

- Nada no, Harry, poderia ambientar Bianca para mim?  que ela est um
tanto deslocada.        

Harry virou-se e deu com o sorriso encantador de Bianca Fall. Sentiu um
calor gostoso subir-lhe pelo corpo e aparecer no seu rosto, que ele
sabia que devia estar vermelho... "Oh, porque eu no tomei uma poo de
ps inquietos?" . Tirou-a para danar, mesmo sabendo que era um pssimo
danarino, e ficou simplesmente arrepiado quando sentiu que a menina
esticava  o pescoo para dizer-lhe algo no ouvido:

- Eu soube que voc tem uma Firebolt... ser que depois voc me leva
para dar uma volta? - Harry engoliu em seco e arregalou os olhos, deu de
cara com Rony que fazia mmicas como quem diz," ei, vamos l...", pelas
costas de Hermione.

- Claro - assentiu sentindo que suas orelhas ficavam vermelhas de novo  

Meia hora depois estava dando voltas sobre Hogwarts na Firebolt com ela,
sentindo agradavelmente as mos da menina envolvendo sua cintura. Aquilo
era melhor que uma boa garrafa de cerveja amanteigada... no era melhor
que capturar o pomo de ouro na frente de Draco Malfoy... era melhor
que... qualquer coisa que ele j experimentara. Por um momento, foi como
se Voldemort e todos os Death Eathers jamais tivessem existido, como se
ele no tivesse passado a infncia toda em um armrio.

- Quer emoo? - ele perguntou  

- Claro! ela respondeu apertando mais a cintura dele, que mergulhou a
toda velocidade, dando um giro em parafuso com a vassoura e depois
subindo e mergulhando de novo... quando pousaram no cho, os cabelos de
Bianca Fall estavam desarrumados e sua grinalda de dama de honra
desaparecera. Ela ps as mos no rosto dizendo:

- Meu rosto est gelado... veja - ela puxou uma de suas mos e ps sobre
a face, levantando os olhos para encontrar os dele. Harry ainda hesitou
um segundo antes de pux-la para junto dele e beij-la, sentindo o gosto
do ar da noite que ficara nos lbios de Bianca. Decididamente, melhor
que Quadribol.

Quando Dumbledore anunciou que Sirius e Sheeba iam embora, irromperam
aplausos por todo salo, Harry correu at os dois e abraou-os. Eles
foram at a moto de Sirius, que estava parada bem  frente de Hogwarts,
o motor roncando baixo como um cachorrinho satisfeito.     

- Para onde vocs vo? - Perguntou Rony, que se sacudia ligeiramente,
assim como Hermione.       

- Para longe - disse Sirius, pondo seu capacete - e espero que no
voltemos to cedo, precisamos de umas boas frias.   

-  mas vamos precisar voltar logo, em breve Dumbledore vai precisar de
ns dois, a coisa vai ficar feia, vo acontecer coisas muito srias e...
- Sheeba dizia quando Sirius a interrompeu    

- D para voc esquecer um pouco isso? Rony, no case com uma vidente,
ok? Isso  pssimo, derruba o astral de qualquer um...   

- Voc no  a pessoa mais apropriada para dar este tipo de conselho,
Sirius - Disse Harry pretensamente srio.      

- Harry, cuide-se, por favor, no se meta em encrencas enquanto eu
estiver longe, ok?     

-O mesmo vale para voc, Sirius - Sirius olhou desconfiado para Sheeba,
que ria atrs dele. Voltou-se para Harry e disse baixinho - Pelo menos
uma coisa voc aprendeu, se quer impressionar uma garota, faa-o com o
que voc sabe fazer melhor! At breve, Harry!  

- At breve!    

A moto de Sirius disparou verticalmente, embicou no ar e passou como uma
flecha entre as montanhas de Hogwarts, sumindo.        

- Espero que vocs tenham feito pelo menos a lio de tera  feira... -
Harry escutou uma voz nada amistosa atrs deles. -  E Weasley, eu ainda
quero saber o que so as tais revistas.       

, ainda faltava algum tempo para o ano letivo acabar... 

[]         

Ningum ficou curioso para saber o que foi feito do gelo de confuso de
Harry?

Depois eu conto para vocs... 

fim

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